Dos 350 novos casos de Covid-19, 92% foram na região de Lisboa. Morreram mais 14 pessoas

Aumentaram para 31.946 o número de casos de infetados com coronavírus no país. Dos 350 novos casos detatados nas últimas 24 horas, 323 foram na região de Lisboa e Vale do Tejo.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) identificou 350 novos casos de Covid-19, elevando para 31.946 o número de pessoas infetadas pelo novo coronavírus no país. Trata-se de uma taxa de crescimento diária de 1,11%. Nas últimas 24 horas morreram 14 pessoas com a doença, segundo a última atualização ao boletim das autoridades de saúde portuguesas.

Desde o início do surto em Portugal, a 2 de março, foram detetados 31.946 casos confirmados de Covid-19 no país, ou seja, mais 350 do que os registados no dia anterior. A esmagadora maioria das novas infeções foram na região de Lisboa, com 323 dos novos casos a serem identificados nesta região, o que representa cerca de 92% do total.

Do número total de infetados, a maioria está a fazer o tratamento em casa, sendo que apenas 529 estão internados (mais 17 que ontem), dos quais 66 nos cuidados intensivos (mais um). Há 1.568 pessoas a aguardar resultados laboratoriais e quase 28 mil sob vigilância das autoridades de saúde.

Quanto ao número de mortes, há registo de 1.383 óbitos, mais 14 nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade global é de 4,3%. Já a taxa de letalidade acima dos 70 anos é de 16,9%”, adiantou António Lacerda Sales, secretário de Estado da Saúde, na conferência de imprensa desta sexta-feira, transmitida pela RTP3.

Em Portugal, já 18.911 pessoas recuperaram da doença, mais 274 pessoas face ao balanço anterior.

Boletim epidemiológico de 29 de maio:

A nível regional, apesar de a região de Lisboa manter a tendência de crescimento do número de casos verificada nos últimos dias (com 10.643 casos e 346 mortes), o Norte continua a ser a região mais afetada no país pelo surto, com 16.725 casos confirmados e 769 mortes. Segue-se o Algarve (366 casos e 15 mortes) e o Alentejo (259 casos e uma morte). Nas ilhas, os Açores registam 135 casos e 15 falecimentos, enquanto a Madeira tem 90 pessoas infetadas.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo há 4.400 doentes ativos

A diretora-geral de Saúde adiantou, na conferência de imprensa diária, que na região de saúde de Lisboa de e Vale do Tejo “há, neste momento, cerca de 4.400 doentes ativos”, ou seja, que não estão recuperados. Segundo Graça Freitas, trata-se de “uma situação multivariada” e com várias causas. “Temos doentes relacionados com obras, temos 340 casos identificados em empresas, surtos e casos relacionados com lares, com bairros, e depois, obviamente, temos a circulação comunitária do vírus e casos transmitidos em ambiente habitacional”, assinalou.

A diretora-geral de Saúde avisa que este “é um assunto muito sério”, alertando os mais jovens para evitarem concentrações, já que são, sobretudo, “os mais jovens” a ser infetados nesta região. “Há uma tendência para aliviar o comportamento. A única forma de este vírus não se transmitir é evitarmos o contacto físico, próximo e melhorar esta proteção com a utilização de máscaras em determinadas circunstâncias. Os ajuntamentos e os aglomerados estão contraindicados”, referiu.

Questionada sobre um possível adiamento da abertura dos centros comerciais nesta região Graça Freitas disse que “o risco depende do comportamento”. “Mesmo com centros comerciais encerrados, não se está a conseguir evitar o risco de as pessoas se concentrarem noutros espaços, como cafés e mesmo ao ar livre”. Nesse sentido, e face a “uma maior concentração de pessoas” em Lisboa “do que era desejável”, reforçou a importância da máxima contenção.

No briefing diário, o secretário de Estado da Saúde adiantou ainda que foram contratados “cerca de três mil profissionais de saúde” para o combate ao surto no país, entre os quais “mais 125 médicos e 900 enfermeiros”. “Só em Lisboa e Vale do Tejo, contratámos cerca de 580 profissionais, entre os quais 41 médicos”, disse.

(Notícia atualizada às 14h20)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Dos 350 novos casos de Covid-19, 92% foram na região de Lisboa. Morreram mais 14 pessoas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião