“Custo reputacional” da reestruturação do Novo Banco é para terminar este ano

  • ECO
  • 3 Junho 2020

Apesar do impacto da pandemia, o presidente executivo do Novo Banco sinalizou que se mantém a meta de concluir a reestruturação da empresa até ao fim deste ano.

A história repete-se ano após ano, desde a venda do Novo Banco ao fundo Lone Star: a administração ativa o mecanismo de capital contingente, negociado no âmbito do contrato assinado com o Fundo de Resolução; o Estado injeta dinheiro no banco e a polémica acontece. Só que agora, numa altura em que o mecanismo está prestes a esgotar-se, o presidente executivo do Novo Banco considera também que o “custo reputacional” deverá ter fim este ano.

“O custo reputacional que o Novo Banco suporta anualmente só terminará com o sucesso da reestruturação que este ano se pretende concluir”, afirma o presidente executivo da empresa, em declarações ao Jornal de Negócios (acesso pago), confirmando assim que, apesar do impacto da pandemia, mantém-se o objetivo de concluir a reestruturação até ao fim de 2020, um ano antes do prazo de 31 de dezembro de 2021 que tinha sido decretado por Bruxelas.

António Ramalho acrescenta também: “Hoje estamos mais próximo deste objetivo e mais seguros da sua viabilidade”. Uma posição que surge semanas depois da polémica transferência de 850 milhões de euros do Fundo de Resolução para capitalizar o banco, ao abrigo do referido mecanismo, autorizada pelo Ministério das Finanças mas em contrário ao que vinha a ser defendido publicamente pelo primeiro-ministro. António Costa disse que queria conhecer primeiro os resultados de uma auditoria independente à instituição antes de fazer a transferência, enquanto Mário Centeno justificou a transferência com o cumprimento das obrigações contratuais do Estado.

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