Grupo EDP afunda e arrasta PSI-20 para o vermelho

O PSI-20 encerrou em terreno negativo pressionado pelo grupo EDP, mas conseguiu manter um saldo semanal positivo. Esta foi a melhor semana desde o final de março.

A bolsa nacional encerrou a primeira semana de junho com duas sessões consecutivas de quedas, mas os fortes ganhos do início do mês permitiram ao PSI-20 registar um saldo semanal positivo (+6,4%). Esta foi a valorização semanal mais expressiva desde o final de março.

Esta sexta-feira o índice lisboeta fechou com uma desvalorização 0,26% para os 4.609,19 pontos, contrariando a tendência positiva das bolsas europeias e de Wall Street.

O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, estava a subir mais de 2% na reta final da sessão ao passo que os índices norte-americanos sobem entre os 2% a 4% após os dados do emprego terem sido melhores do que o esperado.

Em Lisboa, a queda é justificada pelo desempenho negativo do grupo EDP. Tanto a EDP como a EDP Renováveis registaram desvalorizações significativas nesta sessão: -3,14% para os 4,249 euros e -2,07% para os 12,3 euros, respetivamente. Já depois do fecho da bolsa soube-se que o Ministério Público pede a suspensão de funções de António Mexia e Manso Neto, no âmbito do processo das rendas excessivas.

A estas duas cotadas soma-se a queda de mais um “peso pesado” do PSI-20, a Jerónimo Martins, cujas ações cederam 1,56% para os 15,495 euros.

Do lado oposto está a Mota-Engil cujos títulos subiram 3,67% para os 1,3 euros, após ter comunicado ontem ao mercado, depois do encerramento da sessão, que fechou um contrato de 115 milhões de euros em Angola.

De notar ainda a subida da Galp Energia que somou 2,88% para os 11,985 euros e do BCP que ganhou 2,1% para os 11,69 cêntimos.

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