De número 3 a novo homem forte das Finanças. Quem é João Leão?

Secretário de Estado há cinco anos, o economista de Lisboa passa agora a ministro de Estado e das Finanças. Vai substituir o colega de faculdade, Mário Centeno.

Após cinco anos de Governo socialista, João Leão será, na próxima segunda-feira, promovido ministro de Estado e das Finanças. Até aqui, era uma figura com pouco destaque no Executivo: o número três no gabinete liderado por Mário Centeno. Agora, prepara-se para liderar um dos mais importantes ministérios no plano de retoma da economia após a pandemia.

A remodelação na equipa do Ministério das Finanças está em curso: o ministro de Estado e das Finanças, Mário Centeno demitiu-se, tal como o secretário de Estado-Adjunto e das Finanças Ricardo Mourinho Félix e o Secretário de Estado do Tesouro Álvaro Novo. Assim, fica apenas um nome da atual equipa: o Secretário de Estado do Orçamento, João Leão.

Nascido em Lisboa, em 1974, o socialista é licenciado em Economia e Mestre em Economia pela Universidade Nova de Lisboa. Foi no doutoramento pelo norte-americano Massachusetts Institute of Technology, que se aproximou daquele que viria a ser seu superior, Mário Centeno.

Antes de o colega de faculdade o ter ligado à política, a carreira de Leão era — tal como a de Centeno — académica. Desempenhou funções de presidente da Comissão Científica do Departamento de Economia do ISCTE entre 2009 e 2010 e, depois disso, de diretor do Doutoramento em Economia. É ainda investigador da Business Research Unit do mesmo instituto e professor de economia.

Foi membro do Conselho Económico e Social e do Conselho Superior de Estatística entre 2010 e 2014. Integrou a delegação portuguesa no Comité de Política Económica da OCDE em 2010 e 2012 e integrou grupos de trabalho no âmbito da OCDE. Foi ainda diretor do Gabinete de Estudos do Ministério da Economia entre 2010 e 2014 e assessor do Secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento entre 2009 e 2010.

Mas só em 2015 ganhou maior poder nas lides governativas. Chegou a secretário de Estado do Orçamento no primeiro ano de Governo de António Costa e desde então lá se tem mantido. No entanto, este é um ministério em que Centeno — o Ronaldo das Finanças — tem tido o protagonismo.

A exceção foi nas últimas legislativas, quando Leão entrou numa guerra de números (sobre cenários macroeconómicos e propostas eleitorais) com o social-democrata Joaquim Miranda Sarmento. Mas até esse tema passou para Centeno. Desde o início do ano, a situação mudou quando surgiram os rumores de que iria sair para ocupar o lugar de governador do Banco de Portugal. A saída concretiza-se agora, estando o futuro ainda em aberto.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

De número 3 a novo homem forte das Finanças. Quem é João Leão?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião