9% dos europeus trabalha por conta própria. São os mais vulneráveis à pandemia

  • ECO
  • 15 Junho 2020

Entre os Estados-membros, a percentagem mais elevada foi registada na Grécia, onde 21% do total de trabalhadores é independente. É na Dinamarca e no Luxemburgo (com 4%) que tem menos peso.

Cerca de 18 milhões de pessoas entre os 20 e os 64 anos trabalhavam por conta própria, na União Europeia, no ano passado. O número, divulgado esta segunda-feira pelo Eurostat, indica que os trabalhadores independentes representam cerca de 9% do mercado de trabalho, mas alerta que são os mais vulneráveis em situações de crise.

“Apesar de os trabalhadores independentes, quer o procurem ou não, beneficiarem de maior autonomia e flexibilidade laboral, em tempos como estes podem estar entre os mais afetados economicamente pela pandemia de Covid-19“, refere o relatório do gabinete de estatísticas europeu.

Do total de trabalhadores por conta própria, em 2019, a ocupação mais comum é profissional especializado (24%), sendo que quase um quinto (19%) são trabalhadores qualificados de agricultura, silvicultura e pesca. Seguem-se os trabalhadores de comércio grossista e de retalho, reparação de veículos e motociclos e atividades profissionais, científicas e técnicas (ambos com 14%), construção (11%) e atividades de saúde e assistência social (7%).

Entre os Estados-membros, a percentagem mais elevada foi registada na Grécia, onde 21% do total de trabalhadores é independente. Itália (15%), Polónia e Roménia (ambos com 14%) fecham o pódio. Em sentido contrário, é na Dinamarca e no Luxemburgo (com 4%), bem como na Alemanha e na Suécia (com 5%) que o trabalho por conta própria tem menos peso.

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