IHRU recebeu 1.896 pedidos de empréstimo para as rendas. Só concedeu 25%

Em dois meses o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) recebeu 1.896 pedidos de empréstimos para as rendas, tendo rejeitado apenas 16 por falta de documentação.

No espaço de dois meses, o Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU) já recebeu 1.896 pedidos de empréstimos para as rendas, anunciou a presidente da instituição. De acordo com Isabel Dias, 16 foram “rejeitados liminarmente por falta de documentação”. Até ao momento, foram concedidos 479 empréstimos, mas a responsável não adiantou valores.

Desde 14 de abril o IHRU recebeu 1.896 pedidos de empréstimos para as rendas. Deste universo, apenas 479 foram efetivamente concluídos, o que equivale a 25% do número total, adiantou a presidente do instituto esta terça-feira, durante uma audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, sem adiantar o valor total dos empréstimos concedidos.

Há ainda 370 processos que estão a ser analisados pelo IHRU e 684 devolvidos aos requerentes por falta de documentação. Até ao momento o IHRU rejeitou “liminarmente por falta de elementos” 16 processos, alguns “porque não tinham sequer a identificação que permitisse chegar às pessoas”, explicou Isabel Dias, referindo que o “IHRU faz tudo o que é possível para não indeferir processos”.

Durante a mesma audição, Isabel Dias referiu que a partir de agora o IHRU vai ser menos tolerante com os empréstimos que recebe. Isto porque, explicou, os processos estão a ser analisados pelos funcionários do instituto, que são insuficientes para dar resposta ao número de pedidos recebidos. Assim, após um processo ser submetido com falta de documentação, o IHRU vai contactar o requerente apenas uma vez para proceder à devida correção. Se depois deste contacto o processo não ficar completo, será imediatamente chumbado.

IHRU apoiou 22 dos 1.800 arrendatários que tem

De acordo com a presidente do IHRU, cerca de 90% do património do instituto é arrendamento apoiado ou arrendamento social, e também estes têm direito a receber apoios para as rendas caso haja perda de rendimentos devido à crise provocada pela pandemia. Segundo Isabel Dias, das 1.800 habitações que o instituto tem, foram aprovados 22 pedidos de apoio nas rendas.

Deste universo, quatro corresponderam a moratórias nas rendas, um referente a revisão da renda, sete a redução de renda e dez de isenções da renda. Há ainda sete processos em análise. “Estas soluções de reduções de renda ou moratória não são necessárias porque se há quebra de rendimentos isso reflete-se no valor da renda, uma vez que esta é calculada em função do rendimento”, explicou a responsável.

(Notícia atualizada às 13h43 com mais informação)

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