Conselho Europeu a 17 e 18 de julho para tentar acordo sobre o Fundo de Recuperação. Líderes reúnem-se em Bruxelas

Pela primeira vez desde que a pandemia começou, os chefes de Estado da União Europeia vão reunir-se presencialmente a 17 e 18 de julho em Bruxelas.

“Apesar de não haver ainda acordo, [países foram] unânimes na necessidade de um acordo em julho“. A garantia foi dada por António Costa à saída da reunião virtual do Conselho Europeu na semana passada, aumentando assim as expectativas relacionadas com o próximo encontro que já será sob a presidência rotativa da União Europeia nas mãos da Alemanha. Este irá realizar-se a 17 e 18 de julho.

O presidente do Conselho Europeu convocará uma reunião extraordinária do Conselho Europeu para 17 e 18 de julho sobre o Fundo de Recuperação europeu e o Quadro Financeiro Plurianual (QFP)“, anunciou Barend Leyts, porta-voz de Charles Michel, no Twitter. A reunião será presencial, em Bruxelas, no edifício “Europa”, pela primeira vez desde que a pandemia chegou à Europa e começará às 10h da manhã (9h em Portugal) do dia 17 de julho, uma sexta-feira.

As expectativas estão elevadas para este encontro uma vez que é visto como a data limite para se forjar um acordo entre os 27 Estados-membros — dada a emergência da situação que se vive –, mas na última reunião ficou visível que ainda existem diferenças entre os países. Atualmente discute-se qual a proporção de subsídios e de empréstimos é que o Fundo de Recuperação europeu deve ter, assim como os critérios para a chave de distribuição desse dinheiro. Antes da última reunião, os 4 países “frugais” escreveram uma carta no Financial Times a reafirmar a sua posição contra subsídios.

Em cima da mesa está a proposta da Comissão Europeia que prevê um total de 750 mil milhões de euros para a “bazuca” europeia contra a crise pandémica, que se desagrega em 500 mil milhões em subvenções e 250 mil milhões em empréstimos. Portugal poderá vir a receber 26,3 mil milhões de euros: 15,5 mil milhões em subvenções e 10,8 milhões em empréstimos. É expectável que antes da próxima reunião o presidente do Conselho Europeu apresente uma nova proposta que permita chegar a um acordo final.

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