BP vende negócio de petroquímica à Ineos por 4,5 mil milhões de euros

  • Lusa
  • 29 Junho 2020

A alienação faz parte do plano estratégico para mudar as suas atividades para fontes de energia renováveis, refere o gigante petrolífero britânico em comunicado.

A BP chegou a um acordo para vender à Ineos a unidade de negócios de petroquímica, por 5.000 milhões de dólares (cerca de 4.445 milhões de euros), revelou esta segunda-feira a empresa petrolífera e de gás britânica.

A alienação faz parte do plano estratégico para mudar as suas atividades para fontes de energia renováveis, refere o gigante petrolífero britânico em comunicado, esclarecendo que a Ineos irá fazer pagamentos fracionados à BP até junho de 2021 pela compra do negócio.

A Ineos, especializada na área da petroquímica, vai pagar à BP depositando inicialmente 400 milhões de dólares. A BP considerou que a sobreposição dos negócios de petroquímica com o resto da sua atividade é “limitada”’ e que precisa de um “capital considerável” para poder crescer nesses negócios.

Os produtos petroquímicos são derivados da produção de petróleo e gás e são utilizados para fabricar produtos industriais, nomeadamente plásticos ou tintas. Esta área de negócio da BP está localizada sobretudo na Ásia, Estados Unidos, Bélgica, sendo que há ainda uma fábrica em Hull, uma localidade britânica.

O presidente executivo da BP, Bernard Looney, considerou, entretanto, que a venda representa “um outro passo deliberado na construção de uma empresa que possa competir e ter sucesso durante a transição energética”.

Os recursos serão usados para fortalecer o balanço da empresa, o que significa que “a BP alcançará os objetivos de vendas um ano antes do previsto”, salientou o gestor. O negócio está ainda sujeito à aprovação, nomeadamente, pelas entidades reguladoras, sendo que a transação deverá estar concluída até ao final deste ano.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

BP vende negócio de petroquímica à Ineos por 4,5 mil milhões de euros

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião