Delta Cafés bate recordes históricos na venda de café em cápsulas

Devido ao confinamento, o café em cápsulas da Delta registou uma grande procura, chegando mesmo a níveis históricos. Canal online cresceu 800%.

Com o encerramento da restauração, o confinamento e a adesão em massa ao teletrabalho, a Delta Cafés atingiu recordes históricos na venda de café em cápsulas, avança Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés.

“A restauração é o canal mais importante para nós e os hábitos de consumo continuam a fazer-se em grande massa fora de casa, no café, mas com a pandemia assistimos a um aumento muito grande do consumo em casa. As cápsulas de café cresceram muito, atingimos todos os recordes históricos de vendas dos últimos anos”, refere o administrador do grupo.

Fruto desta procura desenfreada por cafeína, Rui Miguel Nabeiro, destaca que para além do consumo a retalho, “as plataformas digitais dispararam absolutamente e tivemos de aumentar a capacidade de entrega. As vendas do nossa canal online cresceram 800%”, destaca com orgulho Rui Miguel Nabeiro, que marcou presença na conferência “Sinais Vitais – Aceleração Rumo ao Futuro”, promovida pela confederação que lidera em conjunto com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE.

O reverso da medalha do confinamento foi a quebra do consumo no canal Horeca que representava, antes da pandemia, cerca de 60% (hotéis, restaurantes e catering) das vendas do grupo. Rui Miguel Nabeiro não revela qual a quebra sentida, mas reconhece que o impacto que a doença “iria ter nesse canal era avassalador”.

De acordo com um estudo do Instituto Universitário de Lisboa, as vendas digitais vieram para ficar. 76% das empresas afirma que vai continuar a vender de forma digital e que o peso das vendas neste canal já representa 23% do volume de negócios das empresas durante o período de pandemia.

Da consultoria à produção de máscaras

Foram muitas as empresas portuguesas que conseguiram encontrar uma oportunidade de negócio no meio da pandemia, como é o caso da consultora Ivity, que se readaptou e passou a produzir máscaras reutilizáveis certificadas pelo Citeve, um projeto chamado “Portuguese Mask – Protecting People and Brands”.

“Tirei o fato e a gravata de toda a empresa, convertemos metade da empresa, transformámo-la e criámos uma marca para nós”, destaca o presidente da Ivity, Carlos Coelho. Acrescenta ainda que as “máscaras descartáveis são um atentado ao planeta e que esta é uma “oportunidade para fazer tudo diferente”.

O ministro de Estado e da Economia, Pedro Siza Vieira, que também marcou presença nesta conferencia, destacou que “esta pandemia provocou uma crise violentíssima na procura”. Destaca que 45% do PIB em Portugal advém de exportações e que “se não conseguirmos ter acesso aos mercados externos, seja na UE seja fora dela, dificilmente vamos conseguir retomar os níveis de atividade económica que tivemos no passado”, concluiu Pedro Siza Vieira.

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