Governo britânico injeta 5,5 mil milhões para recuperar economia

  • Lusa
  • 30 Junho 2020

Primeiro-ministro britânico anunciou um programa de investimentos no valor de 5,5 mil milhões de euros direcionado a grandes projetos de infraestruturas para impulsionar a economia.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou esta terça-feira um programa de investimentos no valor de 5,5 mil milhões de euros (cinco mil milhões de libras) em grandes projetos de infraestruturas para impulsionar a economia em crise devido ao novo coronavírus.

“Este é um governo totalmente empenhado não apenas na derrota do coronavírus, mas no uso desta crise para finalmente enfrentar os grandes desafios não resolvidos deste país nas últimas três décadas”, afirmou, num discurso em Dudley, no centro de Inglaterra.

O financiamento será gasto em obras de manutenção de hospitais, estradas e escolas, entre outros projetos, em investimentos distribuídos por todo o país, em particular para o norte de Inglaterra, de eleitorado tradicionalmente trabalhista mas que os conservadores conquistaram nas eleições legislativas de dezembro.

“Construir casas, consertar o [serviço público de saúde] NHS, enfrentar a crise de competências, remendar a lacuna indefensável de oportunidades, produtividade e conectividade entre as regiões do Reino Unido. Para unir e nivelar. Para esse fim, vamos construir, construir, construir”, prometeu.

Boris Johnson admitiu inspirar-se no ’New Deal’ do Presidente norte-americano democrata, Franklin Roosevelt, para combater os efeitos da depressão dos anos 1930 nos EUA, quando também embarcou numa série de investimentos públicos para criar empregos e ajudar a recuperação económica.

“Tudo o que posso dizer é que, se é assim, é porque é assim que deve parecer e ser, porque é isso que os tempos exigem – um governo poderoso e determinado e que abraça as pessoas num momento de crise”, acrescentou.

De acordo com o instituto de estatísticas britânico ONS, o Produto Interno Bruto (PIB) britânico caiu 2,2% no primeiro trimestre do ano face aos três meses anteriores, a maior queda desde 1979.

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