Turismo do Algarve lamenta decisão do Reino Unido. “É injusta e penalizadora”

O Turismo do Algarve diz não compreender a decisão do Reino Unido em deixar Portugal fora dos corredores aéreos. Acredita que esta medida vai penalizar o turismo nacional e o do ALgarve.

O Reino Unido decidiu deixar Portugal de fora dos corredores aéreos, o que significa que os portugueses que viajem para Inglaterra terão de cumprir uma quarentena de 14 dias à chegada. Esta era uma decisão já esperada e que desagrada ao Governo, mas também aos principais players do setor. Da parte do Turismo do Algarve as consequências serão sentidas, não só no país, mas principalmente naquela região.

“É uma decisão que lamentamos e que não compreendemos à luz dos factos, por ser profundamente injusta e penalizadora para o país em geral e para o Algarve em particular”, diz João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve e da Associação Turismo do Algarve, citado em comunicado.

O responsável afirma mesmo: “Fomos claramente penalizados”. E questiona se “será mais seguro viajar para países que testam metade, ou mesmo um terço, ou preferem passar férias num país verdadeiramente empenhado em preservar a Saúde Pública e o Turismo?”. João Fernandes nota que, durante o verão, a maioria dos turistas britânicos vem para o Algarve, concentrando 68% das dormidas na hotelaria entre julho e setembro.

O presidente da Região do Turismo do Algarve refere que esta decisão “é um erro do Governo britânico, que poderia ser evitado se ouvisse os 18 mil residentes britânicos que vivem na região e que podem testemunhar na primeira pessoa o exemplo dado durante a pandemia”. João Fernandes recorda ainda que, em maio, Portugal foi aclamado no Reino Unido como exemplo na resposta à pandemia.

Portugal é um dos países que mais testa a população e que apresenta das taxas de letalidade mais baixas, diz o responsável, notando que “apesar de até hoje ser igualmente obrigatória a quarentena no regresso”, se tem assistido a uma “procura crescente do mercado britânico”. João Fernandes remata afirmando: “Não baixaremos os braços. Continuaremos a trabalhar para que a próxima revisão desta medida nos seja favorável”.

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