Degradação das previsões económicas impõe acordo europeu já, avisam Costa e Conte

  • Lusa
  • 7 Julho 2020

Os primeiros-ministros de Portugal e de Itália alegam que o agravamento das previsões negativas da Comissão Europeia impõe um acordo já no próximo Conselho Europeu.

Os primeiros-ministros de Portugal e de Itália alegaram esta terça-feira que o agravamento das previsões negativas da economia feitas pela Comissão Europeia impõe um acordo entre os 27 Estados-membros já na próxima reunião do Conselho Europeu.

Esta posição comum sobre o Conselho Europeu dos próximos dias 17 e 18 foi transmitida por António Costa e Giuseppe Conte em conferência de imprensa, em São Bento, após uma reunião de cerca de uma hora e antes de um jantar de trabalho entre os dois chefes de Governo.

Perante os jornalistas, tanto António Costa, como Giuseppe Conte, referiram-se ao facto de a Comissão Europeia ter agravado as suas previsões económicas para todos os Estados-membros, sendo que no caso de Portugal se estima agora uma contração de 9,8% do PIB (Produto Interno Bruto), muito acima da anterior projeção de 6,8%, mas também da do Governo, de 6,9%.

Na perspetiva do primeiro-ministro português, as previsões da Comissão Europeia “revelam bem a urgência de que haja um acordo” no Conselho Europeu deste mês. “Houve uma revisão em baixa geral das previsões económicas para o conjunto da Europa e Portugal teve uma redução muito significativa. Ficámos agora uma décima abaixo da média da União Europeia“, observou.

António Costa disse depois que o seu Governo tem já “o hábito de trabalhar para contrariar as previsões — e é isso que será feito”. No entanto, o líder do executivo português fez sobretudo a defesa das propostas da Comissão Europeia de fundo de recuperação (com um valor global de 750 mil milhões de euros) e de Quadro Financeiro Plurianual (2021/2027).

“Como disse aqui o primeiro-ministro de Itália, Giuseppe Conte, esta proposta da Comissão Europeia é um todo e é muito difícil mexer num elemento sem desestruturar a proposta no seu conjunto. Cada um de nós pode começar a dizer que este é o melhor critério e não aquele, mas, se assim fizermos, não vamos chegar a um acordo. Temos de avançar com ambição, porque a situação é muito grave em toda a Europa, designadamente o desemprego”, advertiu António Costa.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Degradação das previsões económicas impõe acordo europeu já, avisam Costa e Conte

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião