Ausência de acordo parlamentar à esquerda diminui o grau de compromisso

  • Lusa
  • 14 Julho 2020

"Não existência de um acordo parlamentar diminuiu o quadro de compromisso que existe entre os vários partidos", diz o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares.

O secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares considera que a ausência de um acordo escrito entre PS, Bloco de Esquerda, PCP e PEV, ao contrário do que aconteceu na anterior legislatura, diminuiu o grau de compromisso.

Esta posição foi transmitida por Duarte Cordeiro em entrevista à Lusa, depois de questionado sobre as mudanças verificadas entre a anterior e a atual legislatura na maioria parlamentar de esquerda.

Questionado se a ausência de um acordo escrito entre as forças de esquerda dificultou o seu papel como secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, sobretudo num quadro em que o PS não tem maioria absoluta, Duarte Cordeiro reconheceu que “a não existência de um acordo parlamentar diminuiu o quadro de compromisso que existe entre os vários partidos”.

“O posicionamento do PS e a visão que tem é a mesma, independentemente da existência desse acordo. A não existência desse acordo diminuiu o grau de compromisso”, apontou.

Interrogado se atribui essa responsabilidade ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que não exigiu um acordo escrito entre os partidos de esquerda para dar posse ao segundo executivo liderado por António Costa, tal como antes fizera Cavaco Silva, Duarte Cordeiro recusou-se a entrar nesse debate.

“Não vou fazer agora nenhuma análise histórica relativamente à existência ou não desse acordo. Estou simplesmente a constatar um facto de que a não existência desse acordo obviamente reduz o nível de compromisso. Isso não impediu de forma alguma que nós aprovássemos o Orçamento do Estado de 2020. E espero que também não impeça que nós possamos aprovar o Orçamento do Estado de 2021“, ressalvou o membro do Governo.

Questionado sobre as consequências da substituição de Carlos César por Ana Catarina Mendes na liderança da bancada do PS, o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares recusou que a sua tarefa de coordenação política seja agora mais complicada.

“Tenho muito boa relação com a líder parlamentar do PS e, portanto, de forma alguma isso podia ser entendido como um dificultar da tarefa”, respondeu.

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