É oficial. EDP faz aumento de capital de mil milhões para comprar Viesgo em Espanha

A EDP confirma a aquisição em Espanha. O negócio da Viesgo, antiga EON Espanha, está avaliado em 2,7 mil milhões de euros (dívida incluída) e, para o financiar, EDP aumenta capital em mil milhões.

A EDP acaba de anunciar a compra da Viesgo em Espanha, um negócio avaliado em 2,7 mil milhões de euros (dívida incluída), confirmando assim a notícia do ECO. A operação está a ser negociada há meses com o fundo Mcquarie, que tem 100% do capital, e esteve mesmo para ser anunciada no primeiro trimestre do ano, mas a pandemia da Covid-19 atrasou a conclusão do negócio.

Já depois da notícia do ECO, a EDP comunicou ao mercado a operação. “A EDP – Energias de Portugal S.A. (“EDP”) celebrou um acordo definitivo com determinados fundos geridos pela Macquarie Infrastructure and Real Assets (Europe) Limited (em conjunto com os seus fundos, “MIRA”) para a aquisição da Viesgo e o estabelecimento de uma parceria estratégica de longo-prazo com a MIRA para os negócios de redes de distribuição de electricidade em Espanha”. E para isso, vai fazer um aumento de capital de mil milhões de euros.

O investimento da EDP na Viesgo — antigo E.ON Espanha, companhia que é hoje detida a 100% pelo fundo de infraestruturas Macquarie — é confirmado num momento particular da companhia, com a suspensão de António Mexia e a indicação de Miguel Stilwell como presidente executivo interino. Nas duas últimas semanas, houve mesmo um compasso de espera para avaliar a reação do mercado à substituição de Mexia e de João Manso Neto (EDP Renováveis), mas a resposta foi positiva, as ações valorizaram mais do que as dos seus pares europeus, e isso serviu de conforto para a conclusão da operação. Já depois de conhecida a constituição da EDP como arguida no processo das rendas excessivas, a ação acabou por ceder.

Por um lado, “a subsidiária da EDP para distribuição de electricidade em Espanha, E-Redes, e as empresas de distribuição de electricidade da Viesgo, Viesgo Distribution e Begasa, com um RAB total de €1,8 mil milhões (após-Lesividad) e um EBITDA de €320 milhões a 31 de Dezembro de 2019, será detida em 75,1% pela EDP e em 24,9% pela MIRA”. Por outro, “a EDP irá adquirir 100% do negócio renovável da Viesgo através da sua subsidiária EDP Renováveis, S.A. (“EDPR”), detida em 82,6% pela EDP. Este negócio é composto por 24 parques eólicos e duas centrais mini-hídricas localizadas em Espanha e Portugal, com capacidade instalada líquida total acima de 500 MW, por um Enterprise Value de €565 milhões”, refere a empresa em comunicado.

E como é que a EDP financia a operação? “A transacção da Viesgo será parcialmente financiada através de uma oferta pública de subscrição de €1,020 milhões, um aumento de capital social com subscrição totalmente garantida até um máximo de 309.143.297 Novas Acções da EDP, representativas de um total de aproximadamente 8.45% do capital social da EDP, com subscrição reservada a accionistas no exercício dos seus direitos de preferência e outros investidores que adquiram Direitos de Subscrição (a “Emissão de Acções”)”.

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