EDP antecipa fecho da central de Sines para janeiro de 2021. Assume custo de 100 milhões

Empresa estima que esta decisão venha a representar um custo extraordinário de cerca de 100 milhões de euros que será refletido nas contas de 2020.

A EDP decidiu antecipar o processo de encerramento das suas centrais a carvão na Península Ibérica, com Sines a ser “desligada” já em janeiro do próximo ano. A empresa estima que esta decisão venha a representar um custo extraordinário de cerca de 100 milhões de euros que será refletido nas contas de 2020.

“Tendo em consideração a continuada deterioração das condições de mercado para estas centrais durante o primeiro semestre de 2020, a EDP decidiu antecipar o processo de encerramento das suas centrais a carvão na Península Ibérica“, diz a empresa em comunicado enviado à CMVM. Estima que esta decisão “represente um custo extraordinário de cerca de 100 milhões de euros (antes de impostos) em 2020.”

“A decisão de antecipar o encerramento de centrais a carvão na Península Ibérica é assim uma consequência natural do processo de transição energética, estando alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com a vontade política de antecipar esses prazos”, explica Miguel Stilwell d’Andrade, presidente executivo interino da EDP, num outro comunicado.

No caso da Central de Sines, a EDP revela que “foi entregue à Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) esta terça-feira, 14 de julho, uma declaração de renúncia à licença de produção para que possa encerrar a sua atividade em janeiro de 2021″.

"Decisão de antecipar o encerramento de centrais a carvão na Península Ibérica é assim uma consequência natural do processo de transição energética, estando alinhada com as metas europeias de neutralidade carbónica e com a vontade política de antecipar esses prazos.”

Miguel Stilwell d’Andrade

Presidente executivo interino da EDP

A decisão de antecipar o encerramento de Sines “foi tomada num contexto em que a produção de energia depende cada vez mais de fontes renováveis”, explica a elétrica, salientando que “com o crescente aumento dos custos da produção a carvão, aliado a um agravamento da carga fiscal, e com a maior competitividade do gás natural, as perspetivas de viabilidade das centrais a carvão diminuíram drasticamente“.

“Nesta localização, a EDP tem vindo a desenvolver em consórcio um projeto de produção de hidrogénio verde com possibilidade de exportação por via marítima, e enquadrável num projeto de interesse comum europeu (IPCEI)”, acrescenta.

Relativamente à “central Soto de Ribera 3, que não produz energia há mais de um ano, será solicitado o encerramento com prazo previsto em
2021, estando a EDP a desenvolver estudos prévios para a implementação de um projeto inovador de armazenamento de energia”, já quanto à “central de Aboño, prossegue o processo de licenciamento de conversão de carvão para gases siderúrgicos, prevista para 2022”, nota.

(Notícia atualizada às 8h10 com mais informação)

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