Faugère sai da CNP para concorrer ao Supervisor francês

  • ECO Seguros
  • 19 Julho 2020

Jean-Paul Faugère renunciou aos mandatos de administrador e presidente do CA do grupo CNP Assurances para avançar na sua candidatura à vice-presidência do organismo francês de controlo prudencial.

A demissão de Jean Paul Faugère da liderança na CNP Assurances para concorrer à ACPR, supervisor em França, levou a que no mesmo dia o comité de remunerações e nomeações da seguradora decidisse que, na próxima reunião do conselho de administração (CA) da instituição, agendada para 31 de julho, será proposta a cooptação de um administrador independente que será também eleito como presidente do CA da companhia.

De acordo com legislação francesa, as personalidades nomeadas para o exercício de cargos na ACPR – organismo criado no auge da crise 2008-2009 para funcionar na órbita do Banque de France e assegurar o controlo prudencial e resolução de bancos e seguradoras -, devem estar isentas de quaisquer conflitos de interesse. Por isso, Faugère também foi chamado para uma audição pela comissão de Finanças do Senado (câmara alta do Parlamento).

Antes de liderar a CNP Assurances, Faugère foi chefe de gabinete do antigo primeiro ministro francês François Fillon, de 2007 a 2012. Com a designação governamental para o cargo na ACPR, Jean-Paul Faugère irá substituir Bernard Delais, em funções desde julho de 2015.

A CNP Assurances (seguradora da Caixa de Previdência francesa) é atualmente parte de um processo de consolidação envolvendo instituições financeiras controladas pelo Estado. De acordo com o projeto previsto, a CNP Assurance será integrada no Banque Postale (grupo La Poste). Numa segunda fase, o La Poste fará parte da Caisse de Dépôts et Consignations (CDC). Em resultado, a CNP Assurances – presente em Portugal através da CNP Partners – ficará sob controlo indireto e exclusivo da CDC.

Dados relativos a 2019 colocam a CNP Assurances entre os cinco maiores grupos europeus nos seguros Vida, figurando em nono lugar entre os maiores grupos seguradores europeus, ao realizar cerca de 33,5 mil milhões de euros em volume de prémios no ano passado.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Faugère sai da CNP para concorrer ao Supervisor francês

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião