Construir novo aeroporto demorará tanto quanto a recuperação do setor, diz Pedro Nuno Santos

Ministro das Infraestruturas reiterou a necessidade de expandir o hub de Lisboa. Espera acordo com Moita e Seixal, mas admite alteração à lei que permita ultrapassar esse "veto".

O ministro das Infraestruturas voltou a salientar o Montijo como sendo a melhor solução para complementar o hub do Aeroporto Humberto Delgado, antecipando que a respetiva construção venha a ficar concluída a tempo da recuperação do setor da aviação afetado pela pandemia.

“Nós sabíamos antes da pandemia que já tínhamos um aeroporto Humberto Delgado esgotado e que estaríamos já a recusar milhares de voos“, começou por dizer Pedro Nuno Santos numa audição conjunta com o ministro do Ambiente sobre a avaliação de impacto ambiental do aeroporto complementar da região de Lisboa. E explicou que essa situação “significava perdas muito significativas do ponto de vista de receitas, de exportações, de emprego, relevante não apenas para os donos das empresas mas para as populações do nosso país”.

Face a este quadro, o ministro das infraestruturas considera que “a necessidade da expansão aeroportuária mantém-se e o tempo que demora a conseguirmos o novo aeroporto [do Montijo] é mais ou menos o tempo que nós julgamos levar até ter uma recuperação do próprio setor da aviação“.

Pedro Nuno Santos lembra que este permitirá aliviar a operação do Humberto Delgado e permitirá que ela seja mais fluida e permitirá termos um hub verdadeiramente operacional no Aeroporto Humberto Delgado”, acrescentando ainda que o aeroporto do Montijo “continua a ser a solução mais rápida e mais barata”.

Relativamente ao impasse à construção do novo aeroporto devido à oposição demonstrada por municípios da península de Setúbal, o governante diz ter “a expectativa de vir a convencer” a Moita e o Seixal a dar parecer positivo à construção do aeroporto no Montijo. Mas também voltou a deixar aberta a possibilidade de uma alteração à lei que permita ultrapassar esse “veto”.

“Se faz ou não sentido que aeroportos de importância nacional como este ou qualquer outro que se venha a fazer no país tenham de carecer com caráter vinculativo de autorização dos municípios, esta obviamente é uma reflexão legítima que nós temos de fazer”, atirou, acrescentado que é necessário “avançar o mais depressa possível” com aquele investimento.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Construir novo aeroporto demorará tanto quanto a recuperação do setor, diz Pedro Nuno Santos

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião