Avaliação das casas volta a tocar máximos. Está nos 1.115 euros por metro quadrado

Valor mediano a que os bancos estão a avaliar os imóveis para efeitos de concessão de crédito subiu um euro em junho. Número de avaliações caiu 27,5% face ao mesmo período do ano passado.

O valor a que os bancos avaliam os imóveis para efeitos de concessão de crédito à habitação não pára de aumentar apesar da pandemia, tendo atingido um novo máximo em junho. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o valor do metro quadrado situou-se nos 1.115 euros, em termos medianos, mais um euro face ao verificado em maio. O número de avaliações, contudo, caiu 27,5% face ao mesmo mês do ano passado.

“O valor mediano de avaliação bancária foi 1.115 euros em junho, mais um euro que o observado no mês precedente. Este valor representou uma desaceleração em termos homólogos, tendo a taxa de variação passado de 8,9% em maio para 8,3% em junho” refere o gabinete público de estatística.

A avaliação das casas para efeitos de concessão de crédito dá assim seguimento ao rumo ascendente, apesar dos efeitos da pandemia de Covid-19. O registo de junho é o mais elevado do histórico do INE que se inicia em janeiro de 2011.

Avaliação das casas volta a subir

Fonte: INE

O gabinete público de estatística salienta, contudo, que a subida registada em junho coincide com uma acentuada redução do número de avaliações efetuadas, algo que já tinha acontecido nos meses anteriores. “Note-se que, no período em análise, o número de avaliações subjacente aos resultados apresentados diminuiu 27,5% face ao período homólogo, em resultado das variações homólogas de -33,7%, -37,3% e -8,8% nos meses de abril, maio e junho, respetivamente”, diz o INE, que adianta que, em junho, foram realizadas cerca de 16 mil avaliações de imóveis.

Avaliação das casas em Lisboa cai pela primeira vez em mais de dois anos

Em termos regionais, o maior aumento face ao mês anterior foi registado no Alentejo, onde o valor mediano do metro quadrado subiu 3,9%, para 859 euros. Apesar desse acréscimo, aquela região continua a apresentar o valor mais baixo do país. Seguiu-se o Centro (+2,6% para 869 euros) e o Algarve (+1,7% para 1.538 euros). A região mais a sul do país mantém-se assim como aquela a que os bancos atribuem valores medianos mais altos para os imóveis.

Já a Área Metropolitana de Lisboa mantém-se com a segunda avaliação mais elevada do país — 1.477 euros por metro quadrado –, apesar de, em junho, ter sido a única região do país a ver o valor atribuído pelos bancos baixar (-0,5%) face ao mês anterior. Trata-se da primeira descida no espaço de 28 meses na avaliação bancária daquela região. A última aconteceu em março de 2018.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h34)

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