Rio responde a Costa e também afasta bloco central: “Gambozino não cai no saco”

  • ECO
  • 30 Julho 2020

António Costa afasta o cenário de bloco central, ao afirmar que é uma "caça a gambozinos". Rui Rio responde, dizendo que mesmo que fosse à procura, "o gambozino não cai no saco".

António Costa não quer e Rui Rio também não: os líderes dos dois maiores partidos em Portugal rejeitam a criação de um bloco central. Depois de o primeiro-ministro ter comparado essa possibilidade a “caçar gambozinos”, o presidente do PSD respondeu que, mesmo que vá à procura, “gambozino não cai no saco”.

Rui Rio estava no Algarve quando foi questionado sobre a entrevista de António Costa à Visão (acesso pago), em que o socialista afirmou que “procurar o bloco central é como caçar gambozinos”, um “mito urbano” e um “erro”. O social-democrata respondeu, mantendo a analogia.

“Não sei se o bloco central se vai à procura com um saco. [Caçar gambozinos] é com um saco e no escuro da noite. Pede-se ao gambozino para vir ao saco e o gambozino virá ou não. Penso que, se andarem também com um saco a pedir ao bloco central para entrar, mesmo de noite ou de dia, penso que o bloco central não cai no saco“, disse Rio, em declarações transmitidas pelas televisões.

Foi assim que rejeitou a possibilidade, mas, de forma mais séria, não quis deixar qualquer dúvida. Rio defendeu que o PSD viabilizar o orçamento suplementar do Governo ou o PS abster-se na proposta do PSD de apoio para os sócios-gerentes não é um bloco central, como acusa os “comentadores políticos” de fazerem crer.

“Se o conceito de bloco central for esse, então temos bloco central, como temos à esquerda e à direita. Temos blocos todos os dias. Se o conceito de bloco central for um governo nacional integrar elementos do PSD e do PS, independentemente de o primeiro-ministro ser de um ou outro consoante o resultado eleitoral ditar, — como eu considero — efetivamente não vejo neste momento qualquer necessidade”, acrescentou.

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