BPI segue tema “Novo Banco”. Diz que não costuma financiar compradores de carteiras

João Pedro Oliveira e Costa, CEO indigitado do BPI, diz que é sua obrigação seguir os temas relacionados com o Fundo de Resolução. Adiantou que BPI raramente financia compradores dos seus ativos.

O BPI diz que está a acompanhar o tema Novo Banco, sendo uma obrigação fazê-lo enquanto financiador do Fundo de Resolução, disse esta sexta-feira o CEO indigitado, João Pedro Oliveira e Costa. Sobre vendas de carteiras de ativos problemáticos, que são muito raras no banco, o responsável adiantou que não costumam financiar os compradores desses portefólios.

Questionado sobre se o BPI tem por hábito financiar os compradores das carteiras de ativos, tal como fez o Novo Banco em relação a um lote de imóveis que foi comprado pela Anchorage, João Pedro Oliveira e Costa diz que essa não é prática no banco que lidera.

“Estamos muito pouco habituados a vender carteiras. É muito raro. (…) Por norma, não financiamos as pessoas que nos querem comprar. Na prática era ficar outra vez com o ativo em risco para nós. Não efetuamos esse tipo de operações, a não ser em casos pontuais e em percentagem muito pequenas. Mas não diretamente de vendas de carteiras“, explicou o responsável durante a apresentação de resultados.

Acrescentou ainda que o banco tem sempre “muita preocupação” em saber a identidade de todas as contrapartes com as quais lidam. “Mas não é só nesses negócios [de venda de grandes carteiras, é em todos. Temos muito cuidado na escolha de quem são as contrapartes”, frisou.

Relativamente ao tema do Novo Banco, se poderá abalar o sistema financeiro, João Pedro Oliveira e Costa diz que é sua “obrigação seguir os acontecimentos seja eles quais forem que afetem o Fundo de Resolução”. “Nós somos os financiadores desse fundo”, disse, fechando o assunto por aqui.

Outro tema da conferência foi Angola, onde o BPI está presente através do BFA (detém cerca de 48%). António Domingues apresentou recentemente a demissão, na sequência de operações suspeitas de 2017 envolvendo a gestão. João Pedro Oliveira e Costa diz que o banco português não tem “nenhuma dificuldade relativamente ao tema do BFA” e mantém confiança na equipa de gestão.

“Temos observado que o banco continua a demonstrar, pelos resultados que tem apresentado e pelo mercado onde se insere, que é um mercado bastante difícil no atual contexto, tem tido um comportamento que demonstra a sua solidez e fortaleza. Temos muita confiança na equipa que tem estado a gerir o banco nos últimos anos”, declarou.

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