Vendas de cimento travam queda nos lucros da Semapa

A Semapa registou uma descida de quase 59% nos lucros, perante a queda nas vendas de papel não revestido por causa da pandemia. Mas as vendas de cimento subiram até junho.

Os lucros da Semapa caíram 58,8% no primeiro semestre do ano, para 30,3 milhões de euros, penalizados pela quebra expressiva nas vendas de papel da Navigator, mas compensados por um “bom desempenho dos mercados de cimento em Portugal e no Brasil”.

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) do grupo recuou 23,1% face ao período homólogo, para 203,3 milhões de euros, com um recuo de dois pontos percentuais na margem, para 21,6%.

“O resultado líquido atribuível a acionistas da Semapa atingiu os 30,3 milhões de euros, impactado não só pela evolução do EBITDA, como também por efeitos cambiais negativos na Secil, refletidos nos resultados financeiros e positivamente influenciado pela função fiscal”, acrescenta também a empresa. No período, o volume de negócios recuou 15,9%, para 941,8 milhões de euros.

A contrabalançar a quebra nas vendas de papel pela participada Navigator — cujo volume de vendas de papel fino não revestido caiu 17% até junho, por causa da pandemia –, as vendas de cimento ajudaram o grupo português. “No segmento do cimento e outros materiais de construção, apesar do contexto de pandemia, destaque para o crescimento do volume de negócios do mercado interno em Portugal (+5,2%) e no Brasil (+13%, em moeda local)”, indica a empresa.

Nos primeiros seis meses do ano, a Semapa indica também que reduziu os custos fixos em 22 milhões de euros, o que “permitiu atenuar a quebra dos preços de venda e a obtenção de uma margem EBITDA acima de 20%”. O grupo fechou junho com uma dívida líquida consolidada de 1.345,7 milhões de euros, menos 124,9 milhões face ao final de 2019.

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