Lucro da Corticeira Amorim cai 15%. Não vai propor dividendo extraordinário que paga desde 2012

A Corticeira Amorim teve lucros de 34,27 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano. Face à pandemia a corticeira que não vai propor o pagamento de um dividendo extraordinário em dezembro.

A Corticeira Amorim fechou o primeiro semestre com lucros de 34,27 milhões de euros, o que corresponde a uma quebra de 15,1% face ao resultado dos mesmos seis meses do ano passado. Face à deterioração, a empresa decidiu não propor este ano a distribuição de um dividendo extraordinário em dezembro devido à pandemia.

O grupo liderada por António Rios Amorim explica que “excluindo o evento não recorrente associado à venda da US Floors”, teria encerrado o primeiro semestre do ano com uma queda menor nos lucros, de 9,8%.

A corticeira refere-se em concreto ao efeito dos 2,4 milhões de euros que obteve no semestre homólogo pela venda da US Floors. “Sendo este o valor final associado a esta operação, o seu impacto afetou apenas os resultados do período homólogo do ano anterior”, diz a empresa.

Mesmo considerando o impacto desta operação no resultado líquido, em termos operacionais, a empresa liderada por António Rios Amorim registou ainda uma redução de 5% nas suas vendas face ao período homólogo, para 391,6 milhões de euros, penalizada pela pandemia.

“Apesar de atividade industrial se ter mantido quase em pleno ao longo do semestre, a intensificação da crise sanitária e as medidas implementadas pelos diferentes países para dar resposta à Covid-19, tiveram um impacto negativo no volume de negócios de todas as Unidades de Negócio (UN) no segundo trimestre do ano”, diz o comunicado da Corticeira.

Já o EBITDA ascendeu a 65,94 milhões de euros, uma queda de 3,4% em comparação com os 68,28 milhões verificados na primeira metade do ano passado.

Face a esse quadro, a administração da Corticeira Amorim decidiu não propor o pagamento do dividendo extraordinário que distribui desde 2012 pelos acionistas em dezembro. “Esta decisão reflete a gestão assumidamente conservadora do balanço que tem sido seguida e tomou em conta o reforço de prudência que o atual contexto adverso implica“, justifica a empresa.

(Notícia atualizada às 17h55)

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