Acionistas da Azul aprovam acordo de saída da TAP

Os acionistas da brasileira Azul aprovaram o acordo de saída da TAP, incluindo a eliminação do direito de conversão de obrigações em ações.

Os acionistas da companhia aérea brasileira Azul aprovaram o acordo de saída da TAP em assembleia-geral extraordinária esta segunda-feira. A informação foi avançada ao ECO por fonte do departamento de Relações com Investidores, que salientou que “foi tudo aprovado com 99%” dos votos.

Em votação estiveram dois pontos, um para a “alienação da participação indireta detida pela companhia na TAP” e outro para a eliminação de direitos de conversão de dívida em capital no empréstimo obrigacionista de 90 milhões de euros da Azul à TAP concedido em 2016. O acordo já tinha sido aprovado por David Neeleman, mas ainda faltava a “luz verde” dos acionistas da Azul, aprovação que é agora dada em toda a linha, segundo a referida fonte.

Assim, significa que estarão reunidas as condições para a participação do Estado português na TAP passar dos atuais 50% para os 72,5% que foram acordados em julho, com a saída de David Neeleman da estrutura acionista da empresa, mediante o pagamento pelo Governo de 55 milhões de euros, dos quais 10,6 milhões irão para a Azul.

Aprovado, mas pelo Conselho de Ministros, está também o empréstimo de 1,2 mil milhões de euros à TAP, empresa que enfrenta severas dificuldades financeiras, agravadas pelo impacto da Covid-19. Em julho, a companhia aérea de bandeira de Portugal anunciou que deixou o regime de lay-off, recorrendo ao “apoio extraordinário à retoma progressiva”, com reduções no período normal de trabalho entre 20% e 70%.

(Notícia atualizada pela última vez às 19h48)

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