TikTok poderá ficar indisponível para download nos EUA se não for vendido até 15 de setembro

  • Tiago Lopes
  • 12 Agosto 2020

Se a aplicação não for vendida até 15 de setembro, o TikTok poderá ser forçado a deixar as principais lojas de aplicações e anunciar na rede social será ilegal.

É uma corrida a contrarrelógio. Se a empresa chinesa ByteDance não chegar a um acordo para vender o TikTok nos EUA até 15 de setembro, o mais provável é que se assista ao fim da popular rede social de vídeos naquele país, segundo informações obtidas pela Reuters.

Na semana passada, o presidente do Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que proíbe todas as transações com a empresa mãe chinesa da rede social TikTok, a ByteDance. Essa ordem entra em vigor a 15 de setembro, ou seja, esse é o prazo que a ByteDance tem para vender o TikTok a uma outra empresa sem relação com a China.

Agora, graças a um documento interno da Casa Branca, a que a Reuters teve acesso, são conhecidas algumas das implicações para a aplicação desenvolvida pela ByteDance caso não seja vendida no prazo estipulado. A aplicação terá de sair das principais lojas Play Store e App Store e anunciar naquela rede social passará a ser ilegal, devido aos receios de que possa ser uma ameaça à segurança do país.

“As transações proibidas podem incluir, por exemplo, acordos para disponibilizar o TikTok em lojas de download de aplicações, compra de publicidade no TikTok por parte de anunciantes e a aceitação dos termos de serviço para descarregar a aplicação TikTok para um dispositivo do utilizador”, lê-se no documento agora divulgado.

Estas medidas podem prejudicar gravemente a atividade da empresa nos Estados Unidos, estagnando o seu crescimento e, eventualmente, ferindo de morte a operação da empresa nos EUA: “Estas medidas vão matar a atividade do TikTok nos Estados Unidos”, disse James Lewis, um especialista em cibersegurança ouvido pela Reuters.

Entretanto, a Microsoft continua a negociar a compra da operação da empresa chinesa na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia sob a supervisão da Administração Trump e, caso a operação seja bem-sucedida, estas medidas que estão a ser estudadas pela Casa Branca deverão ficar sem efeito.

Recorde-se que a proibição imposta na semana passada à ByteDance também se aplica à plataforma WeChat, que pertence à gigante tecnológica Tencent. “Tal como TikTok, o WeChat captura automaticamente grandes pedaços de informação sobre os seus utilizadores, ameaçando dar ao Partido Comunista Chinês acesso a informação pessoal sobre os norte-americanos”, informava o decreto.

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