“Não creio que Rui Rio queira ser complacente com o crime em Portugal”, diz Catarina Martins

Catarina Martins lançou farpas ao PSD, e em concreto ao líder do partido, falando em "políticos complacentes" com o crime a propósito das ameaças a deputados e ativistas contra o racismo.

Catarina Martins, coordenadora do Bloco de Esquerda, criticou esta sexta-feira os políticos “complacentes” com o crime no seguimento das recentes ameaças racistas de que foram alvo deputadas do seu partido e ativistas que lutam contra o flagelo.

A líder bloquista não hesitou em apontar a mira diretamente a Rui Rio, dizendo não crer “que o sr. Rui Rio queira ser complacente com o crime em Portugal”, remetendo para afirmações anteriores proferidas pelo presidente do PSD.

“Tenho reparado nos últimos tempos que houve responsáveis políticos que acharam que podiam ser complacentes com o crime ou normalizar o crime, não é o caso do Bloco de Esquerda”, começou por dizer Catarina Martins esta sexta-feira à saída de uma reunião com trabalhadores da Ryanair, no Porto.

Confrontada com a questão sobre quem seriam esses políticos complacentes, a bloquista afirmou que seriam aqueles que acham que podem dialogar com forças que apelam ao ódio ou à violência ou que utilizam a intimidação como arma política”, dizendo que “isso fica claro em algumas declarações que foram ouvidas”, e remetendo diretamente para o PSD. “Julgo que haverá agora quem no PSD se arrependa do que tem vindo a dizer e a normalizar até agora”, criticou.

Questionada sobre se essa era uma crítica direta a Rui Rio, Catarina Martins disse que este “talvez não tivesse a perceção do que estava a acontecer quando fez outras afirmações no passado”. “Não estou em crer que o sr. Rui Rio queira ser complacente com o crime em Portugal”, rematou a esse propósito.

Apesar de nunca referir em concreto a que declarações se referia, as palavras de Catarina Martins surgem poucos dias depois de Rui Rio ter admitido “conversar” com o Chega caso o partido evoluísse no sentido de uma “posição mais moderada”, afirmação que foi alvo de críticas dentro do próprio partido, nomeadamente por parte da liderança do PSD Lisboa.

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