BRANDS' PESSOAS Férias em trabalho remoto

  • BRANDS' PESSOAS
  • 17 Agosto 2020

"Só com períodos de descanso efetivo os trabalhadores poderão regressar para dar uma contribuição real, dedicada e produtiva", refere Marta Santos, Associate Partner EY, People Advisory Services.

Estamos em tempo de férias! Tradicionalmente, o mês de agosto é um mês de eleição para tirar férias e este ano, mesmo com todas as alterações que vivemos nos últimos tempos, não é exceção.

Na verdade, muita coisa mudou nas nossas vidas ao longo dos meses desde que a pandemia apareceu… Desde o confinamento obrigatório, passando pelo uso de máscaras, pela permanente preocupação com lavar as mãos e desinfetar os espaços, pelos horários reduzidos de lojas e centros comerciais, restrições de ajuntamentos… Até para irmos à praia temos de ver o nível de ocupação!

Estas são umas férias diferentes. Desde logo, porque o trabalho também mudou. Estamos num período de descanso (merecido!) depois de uma realidade de trabalho que também mudou radicalmente. Para muitos, o trabalho remoto foi uma realidade imposta “de um dia para o outro”.

Os desafios de adaptação que esta realidade impôs foram vários: a logística doméstica necessária para enquadrar o “escritório” e a/s “escola/s” no mesmo espaço, as dinâmicas relacionais que se alteram com uma realidade de permanente presença de todos os elementos que vivem na mesma casa – e com ausência de outros contactos sociais (que mesmo depois do confinamento se mantiveram muito mais reduzidos e distantes), a necessidade de capacitação para a utilização de ferramentas colaborativas de trabalho até aí para muitos desconhecidas, as dinâmicas de equipa e as relações laborais que se alteram profundamente nesta nova realidade…

Estes dois últimos pontos são essenciais no que toca a analisarmos a realidade que vivemos em tempo de férias. Na verdade, o trabalho tornou-se móvel – podemos trabalhar em qualquer lado: com acesso a e-mails, ao Teams, ao Zoom, ou a qualquer outra plataforma colaborativa na palma da nossa mão… basta ter um smartphone para termos o escritório ali mesmo! É fundamental que consigamos realmente “desligar”, de forma a preservar o nosso tempo de descanso, permitindo-nos “recarregar baterias”. Mas sabemos que neste tema, as dinâmicas da equipa e as relações laborais têm uma influência muito significativa. É fundamental que haja uma clara visão de que os períodos de férias são também essenciais – para a pessoa, para a equipa e para o sucesso futuro da organização.

Só com períodos de descanso efetivo os trabalhadores poderão regressar para dar uma contribuição real, dedicada e produtiva, com capacidade de trabalhar em equipa de forma saudável e eficaz. Tudo isto impacta de forma muito positiva nos índices de produtividade e no sucesso sustentável das organizações.

Espero que todos tenham umas boas férias!

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (convites, newsletters, Eestudos, etc), por favor clique aqui.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Férias em trabalho remoto

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião