Mota-Engil faz acordo para vender 30% do capital à chinesa CCCC. Negócio avalia a empresa em 750 milhões

Construtora está na fase final das negociações de um acordo de parceria estratégica com gigante das infraestruturas. CCCC ficará com 30% da empresa a um valor "muito acima do preço atual de mercado".

A Mota-Engil vai ter um novo acionista. A empresa revelou que está na fase final das negociações de um acordo de parceria estratégica e investimento com um dos maiores grupos de infraestruturas do mundo, a chinesa CCCC, que ficará com 30% do capital numa operação realizada a um valor “muito acima do preço atual de mercado”. Este negócio avalia a companhia de António Mota em 750 milhões de euros.

“A Mota Gestão e participações (MGP), acionista dominante da Mota-Engil, aceitou vender uma participação relevante no capital social da sociedade“, diz a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Vai vender uma “participação ligeiramente superior a 30%” a um dos “maiores grupos de infraestruturas do mundo, com uma atividade significativa a nível mundial”, diz, sem avançar com o nome dessa empresa. A China Communications Construction Company (CCCC) estava em negociações para comprar esta posição.

O acordo, “se concluído com sucesso, o que se espera que ocorra em breve”, diz a Mota-Engil, prevê que a CCCC subscreva “uma participação relevante num aumento de capital social de até 100 milhões de novas ações que será submetido brevemente a deliberação em Assembleia Geral”. Após esta operação, “o novo acionista atingirá uma participação ligeiramente superior a 30%”, enquanto a MGP ficará com uma participação de cerca de 40% do capital social da Mota-Engil, sinal de total empenho e alinhamento com a sua posição histórica no grupo”.

A posição da CCCC será adquirida “a um preço que reflete uma valorização que está muito acima do preço atual de mercado”, diz a empresa, salientando que a operação “se baseia na avaliação do grupo de cerca de 750 milhões de euros”. O valor de mercado da Mota-Engil é, atualmente, de 344 milhões de euros.

“Esta nova estrutura acionista e o quadro desta parceria irá reforçar as capacidades financeiras, técnicas e comerciais do Grupo Mota-Engil, a fim de aumentar as suas atividades em todos os mercados e abrir novas oportunidades para novos desenvolvimentos”, remata.

(Notícia atualizada às 7h56 com mais informação)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Mota-Engil faz acordo para vender 30% do capital à chinesa CCCC. Negócio avalia a empresa em 750 milhões

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião