Cofina cai mais de 10% após Prisa vender a Media Capital a grupo de investidores

A Cofina, que tinha lançado uma OPA sobre a dona da TVI, deslizou após a Prisa anunciar a venda da sua posição a um grupo de investidores.

A Cofina deu um trambolhão em bolsa. Viveu mesmo a pior sessão em bolsa desde 16 de março, depois de a Prisa ter anunciado que chegou a acordo para a venda da sua posição na Media Capital a um grupo de investidores. Operação frustrou a oferta pública de aquisição (OPA) da empresa liderada por Paulo Fernandes.

Enquanto os títulos da Media Capital não transacionaram, os da empresa de media que detém o Correio da Manhã, CMTV e o Jornal de Negócios, tiveram a pior sessão bolsista desde a altura em que a pandemia de Covid-19 começou a tomar maiores proporções. Cederam 10,26% para 21 cêntimos.

Cofina afunda na bolsa de Lisboa

As ações acentuaram, assim, a tendência negativa registada já no mês passado, período em que cedeu 4% na bolsa de Lisboa, sendo este trambolhão resultado do fracasso na tentativa de comprar a TVI.

A Prisa avançou para a venda da totalidade da sua participação (cerca de 65%) na Media Capital a um conjunto de investidores portugueses por um valor total de 36,850 milhões de euros. Entre esses investidores estão algumas figuras públicas, casos de Cristina Ferreira, Tony Carreira ou Pedro Abrunhosa.

Com esta operação, com a qual a Prisa saiu do capital da Media Capital, os espanhóis ignoraram a OPA que tinha sido lançada por Paulo Fernandes. A Prisa fechou um acordo por um valor de 67,6 cêntimos por ação, bem acima do que era proposto nesta nova oferta da Cofina.

Paulo Fernandes propôs-se a pagar uma contrapartida de referência de 41,5 cêntimos por ação, sujeita a várias condições. A oferta, que agora fica sem efeito, tinha já merecido oposição por parte da Media Capital.

“O Conselho de Administração da Media Capital considera que o preço oferecido não reflete adequadamente o valor da sociedade e que o prémio implícito na oferta é baixo considerando a prática seguida no mercado nas situações onde existiu aquisição de controlo. Portanto, o Conselho de Administração não pode recomendar que os acionistas vendam as suas ações ao preço oferecido”, afirmou recentemente em comunicado ao mercado.

(Notícia atualizada às 17h24 com mais informação)

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