Pandemia mostrou que “mercado precisa de fintech para operar com eficiência e segurança”

Organização abriu candidaturas para escolher o top das 30 startups de tecnologia financeira a operar em Portugal, num ano de aceleração para o setor.

O coronavírus obrigou a mudanças na forma de viver e trabalhar de toda a sociedade, com as empresas a serem fortemente penalizadas pelo confinamento. No entanto, nem todos os setores sofreram o mesmo impacto e as fintech estão entre os vencedores. É esta a convicção da Portugal Fintech, que está à procura das 30 mais importantes tecnológicas do setor financeiro no país.

A pandemia teve um impacto muito forte nas fintech, no sentido de acelerar a entrada de soluções de digitalização dos processos da indústria financeira“, diz Simão Cruz, cofundador da Portugal Fintech, em declarações ao ECO. “Se antes a implementação de soluções de pagamentos digitais, por exemplo, podiam ser um desenvolvimento a implementar no futuro, agora são uma prioridade imediata”.

Os pagamentos digitais dispararam desde que foi decretado o estado de emergência no país, com as autoridades de saúde a desaconselharam o uso de dinheiro vivo e o Banco de Portugal a adotar medidas de desincentivo. Além deste domínio, também as aberturas de conta digitais nos bancos e seguradoras ou a interação com clientes foram facilitadas pelas fintech.

Hoje vemos que é o mercado que — mais do que nunca — precisa das mesmas para operar com mais eficiência, fluidez, e segurança“, aponta Simão Cruz, sublinhando que o ecossistema, que inclui regtech, insurtech, cybersecurity entre outros domínios, está a “crescer e consolidar-se”.

"Se antes a implementação de soluções de pagamentos digitais, por exemplo, podiam ser um desenvolvimento a implementar no futuro, agora são uma prioridade imediata. Hoje vemos que é o mercado que — mais do que nunca — precisa das mesmas para operar com mais eficiência, fluidez, e segurança.”

Simão Cruz

Cofundador da Portugal Fintech

A Portugal Fintech tem sido um dos principais stakeholders do setor das fintech, nomeadamente através do cowork Fintech House ou do relatório anual que elabora. Tem atualmente aberto o processo de candidaturas para as Top 30 Fintechs para o Fintech Report 2020, sendo que as candidaturas (para empresas com relação a Portugal através da sede, do desenvolvimento das operações e atividades, ou da nacionalidade dos fundadores) estão abertas no site até 10 de setembro.

“Resumidamente, estamos à procura de fintechs com potencial para romper com o status quo da indústria, que tragam benefícios ao setor financeiro e cuja solução esteja adaptada ao nosso contexto regulatório”, refere o cofundador, sublinhando que a lista de critérios de avaliação é longa e deve ser consultada por todos os candidatos.

A escolha será feita com base em cinco critérios: a qualidade da equipa (no que respeita a diversidade, compromisso e perfil dos membros), o caráter de inovação (se tem potencial para causar disrupção no mercado, o nível de concorrência, capacidade de diversificação e sofisticação da solução), a tração no mercado (como está materializada a ideia, se está adaptada à regulamentação existente, resultados, clientes e use cases), os benefícios para o setor (se contribui para a eficiência do setor financeiro, se mitiga riscos e se traz benefícios ao consumidor), bem como a validação externa (montante já investido, se têm investidores e parceiros relevantes ou se receberam prémios ou alguma distinção).

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