Juros dos cartões de crédito vão baixar. Taxa máxima será de 15,3% no quarto trimestre

O juro máximo que os bancos podem cobrar pela utilização dos cartões de crédito vai descer no último trimestre do ano, para um novo mínimo. Valor máximo da TAEG fixado em 15,3%.

O juro máximo que os bancos podem cobrar pela utilização dos cartões de crédito vai descer. No último trimestre do ano, o teto máximo para essa taxa será de 15,3%, revelou o Banco de Portugal (BdP) nesta quarta-feira.

Este teto máximo de 15,3% que as instituições podem cobrar pelos juros (TAEG) dos cartões de crédito nos próximos três meses está abaixo do limite de 15,5% em vigor no terceiro trimestre do ano. E é também um novo mínimo: só recuando até ao último trimestre de 2018 é que é possível encontrar uma taxa tão baixa.

A evolução dos juros nos cartões de crédito segue em contraciclo com o limite fixado para a quase totalidade das restantes categorias de crédito ao consumo que vão subir ou não sofrem qualquer mexida.

Teto dos juros dos cartões de crédito nos últimos 5 anos

Fonte: Banco de Portugal

No caso dos outros créditos pessoais, categoria onde se inserem financiamentos para a aquisição de artigos para o lar ou férias, por exemplo, o juro máximo sobe dos atuais 12,8%%, para os 13,4%.

Já os juros máximos para o crédito pessoal com finalidade educação, saúde e energias renováveis e locação financeira de equipamentos aumentam, dos atuais 6,3%, para 6,7% a partir do início de outubro.

No automóvel, a única modalidades de financiamento cujo custo baixa é a locação financeira ou ALD de usados, onde o juro máximo passa de 5,5%, para 5,3%. No crédito com reserva de propriedade de usados, a TAEG por sua vez mantém-se no limite dos 12,1%.

No financiamento de carros novos, o movimento no limite dos custos é de subida independentemente da modalidade. O teto dos juros sobe dos 4% para os 4,1%, no caso da locação financeira ou ALD, e dos 9,3% para os 9,5%, no crédito com reserva de propriedade.

(Notícia atualizada às 15h40)

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Juros dos cartões de crédito vão baixar. Taxa máxima será de 15,3% no quarto trimestre

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião