Telescola vai continuar na RTP e será alargada ao ensino secundário

A "telescola" vai manter-se na RTP durante o novo ano letivo, anunciou o Governo. Os 1.º e 2.º anos não serão abrangidos, mas passam a haver conteúdos para os alunos do ensino secundário.

A telescola vai mesmo continuar por mais um ano letivo. A informação foi confirmada pelo Ministério da Educação, que decidiu alargar a oferta de conteúdos aos alunos do ensino secundário (10.º ao 12.º) na plataforma RTP Play, além das emissões regulares na RTP Memória, agora sem o 1.º e o 2.º anos, complementando o ensino presencial.

“As aulas, também na televisão, reforçarão a oferta educativa do ano letivo de 2020/2021, cujo arranque decorre entre 14 a 17 de setembro”, indicou o Ministério da Educação em comunicado esta quarta-feira, confirmando assim o que já tinha sido sinalizado pelo ECO a 22 de abril.

Em conferência de imprensa, Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, justificou que “agora o 1.º e o 2.º anos de escolaridade não estarão naturalmente associados, porque têm outro tipo de vicissitudes e necessidades”. Haverá ainda um “bloco para organização de trabalho autónomo” e será adotada uma lógica de blocos.

“Agora o que temos são blocos pedagógicos temáticos. E cada tema poderá ter mais do que um bloco. Imaginemos ‘Matemática e Equações do Primeiro Grau’, que poderá ter um, dois ou três blocos, que poderão ser entendidos e trabalhados individualmente, ou entendidos e trabalhados sequencialmente”, acrescentou o ministro da Educação.

Na mesma iniciativa, Gonçalo Reis, presidente executivo da RTP, considerou que “o #EstudoEmCasa é serviço público em estado puro”. É “um projeto interessante que merece ser continuado, aprimorado e reforçado”, destacou, em declarações transmitidas pela RTP 3.

O projeto #EstudoEmCasa foi originalmente lançado depois das férias da Páscoa, pouco depois do pico da pandemia, no sentido de complementar o estudo dos alunos do 1.º ao 9.º ano. À semelhança do confinamento da generalidade do país, estes estudantes foram forçados a continuarem o ano letivo a partir de casa, tendo contado com aulas gravadas emitidas diariamente na RTP Memória. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, chegou mesmo a ser um dos professores “de serviço”.

Rapidamente se percebeu que o novo coronavírus não iria desaparecer tão cedo. Assim, com o novo ano letivo prestes a começar, aquilo que nasceu como um projeto temporário ganha agora uma nova página, algo que já tinha sido admitido pela administração da RTP há vários meses.

Em abril, Gonçalo Reis disse ao ECO que “os conteúdos educativos são decisivos no contexto atual [de pandemia] e deverão ser uma marca de futuro na RTP”. Nesta altura, a continuação da parceria entre Ministério da Educação e RTP ainda não estaria fechada, mas o presidente da estação pública demonstrava, deste modo, a intenção de dar continuidade à iniciativa que foi apelidada de “nova telescola”.

(Notícia atualizada pela última vez às 18h15 com mais informação)

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