RTP admite continuar a “telescola” depois da pandemia. Mas decisão é do Governo

A RTP está disposta a continuar com a produção e emissão da "nova telescola" depois da pandemia do coronavírus. Mas a decisão final será sempre do Governo.

Desde segunda-feira que a RTP Memória emite conteúdos educativos para os alunos do primeiro e segundo ciclos.ANDRÉ KOSTERS/LUSA

A RTP está disposta a continuar com a produção e emissão da “telescola” após a pandemia do coronavírus, depois de a nova grelha da RTP Memória ter alcançado resultados históricos, ultrapassando mesmo a CMTV e até o “Programa da Cristina”, da SIC. No entanto, a decisão final será sempre do Governo.

A estação pública não o admite diretamente. Esta terça-feira, numa reação aos resultados da grelha #EstudoEmCasa da RTP Memória, Gonçalo Reis, presidente executivo do grupo RTP, afirmou que “os conteúdos educativos são decisivos no contexto atual e deverão ser uma marca de futuro na RTP”. Mas o ECO sabe que estas palavras podem ser interpretadas como uma porta aberta à continuação do projeto que ficou conhecido por “nova telescola”.

Nos últimos dias, RTP Memória e a hashtag #EstudoEmCasa têm figurado no topo das tendências do Twitter em Portugal, um sinal de que estão entre os temas mais comentados pelos utilizadores naquela rede social. Entre as mensagens estavam alguns pedidos para a continuação do projeto da “telescola”, eventualmente, nos próximos anos letivos. E a RTP concorda com esta ideia, mas a decisão cabe ao Ministério da Educação.

A nova grelha da RTP Memória foi uma iniciativa do Governo depois de decidir que os alunos do 1.º ao 9.º ano não regressarão às escolas até ao fim do ano letivo, de forma a evitar a propagação do coronavírus. Os conteúdos didáticos são, por isso, um complemento às aulas à distância.

Na segunda-feira, dia do “regresso” às aulas para o terceiro período e data da estreia da nova grelha de conteúdos do canal público, a RTP Memória foi o quarto canal mais visto de toda a televisão portuguesa, tendo obtido uma audiência média quatro vezes superior ao habitual e fixando um share de 4,2%, como noticiou o ECO.

O canal superou mesmo a CMTV e, durante a manhã, foi mesmo o mais visto de toda a televisão nacional, ultrapassando o “Programa da Cristina”, apresentado por Cristina Ferreira na SIC e que tem sido líder de audiências nos últimos meses.

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