Energia será “fatura muito pesada no final do ano” para RTP

Presidente do Conselho de Administração da RTP alerta para o aumento das despesas da estação pública, face à subida do custo da energia, "aumentos salariais" e preços mais altos dos equipamentos.

O presidente do Conselho de Administração da RTP alertou esta quinta-feira para o crescimento das despesas da estação pública de rádio e televisão, devido à atual conjuntura económica e à inflação.

“Os custos de energia dispararam. Neste momento, há empresas, entre as quais a nossa, em que os custos de energia vão ser uma fatura muito pesada no final do ano”, disse Nicolau Santos, numa intervenção inserida no congresso anual da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

O administrador e jornalista falou da subida de custos do equipamento e demora na entrega, no contexto da falta de componentes e dos constrangimentos nas cadeias de abastecimento, provocados pela pandemia e severamente agravados pela invasão da Rússia à Ucrânia.

“A inflação está a levar os nossos fornecedores de equipamento a subir preços nos dois dígitos. Quando se pede um equipamento, demora muito a chegar, mais do que o previsto”, disse Nicolau Santos, somando à subida das despesas os “aumentos salariais” e o “esforço importante no envio de equipas” para a cobertura jornalística da guerra.

Neste momento, há empresas, entre as quais a nossa, em que os custos de energia vão ser uma fatura muito pesada no final do ano.

Nicolau Santos

Presidente da RTP

Em simultâneo, o mercado publicitário “nunca recuperou do trambolhão de 2008” e os meios nacionais têm problemas de escala, justificados pelo presidente da RTP com o idioma: “Escrevemos em português e a escala é menos do que qualquer grupo que escreva em inglês. O nosso target [público-alvo, audiência] é reduzido e, em termos de receita, é complicado”, afirmou o gestor, apesar de ter lembrado que não basta a escala — é preciso ter os conteúdos certos.

Nicolau Santos disse também que os portugueses tendem a associar a RTP à RTP1, mas recordou que a empresa de media do Estado é “um grupo que tem oito canais de televisão, sete canais de rádio, tem o digital e tem a multimédia”. Uma fatia importante do financiamento vem da contribuição paga pelos consumidores na fatura da luz, o motivo pelo qual a RTP “sente” que deve disponibilizar os seus conteúdos gratuitamente, por exemplo, na plataforma de streaming RTP Play — “a nossa Netflix”, atirou.

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