Grupo Louis Vuitton desiste de comprar Tiffany. Negócio era de 14,7 mil milhões de euros

A empresa de joalharia vai responder à decisão do grupo LVMH ao avançar com um processo, alegando que este atrasou deliberadamente a conclusão da aquisição de forma a renegociar o acordo.

O grupo LVMH, que detém marcas como a Louis Vuitton e a Christian Dior, já não vai comprar a empresa de joalharia Tiffany, uma operação avaliada em 14,7 mil milhões de euros. A queda do negócio, após a pandemia de Covid-19, não será tranquila, já que a Tiffany se prepara para contestar a decisão.

A empresa de joalharia vai avançar com um processo contra a LVMH, de forma a forçar o grupo francês a concluir o negócio conforme tinha sido acordado no ano passado, adianta a Reuters (acesso livre, conteúdo em inglês). A Tiffany acusa o grupo de atrasar deliberadamente a conclusão da aquisição de forma a renegociar o acordo.

O negócio, que foi fechado antes da pandemia, teria sido o maior de sempre na indústria de luxo. A LVMH admitiu que o ministro francês dos Negócios Estrangeiros enviou uma carta à administração a pedir para atrasarem a aquisição da Tiffany até depois de 6 de janeiro de 2021, perante a ameaça de tarifas norte-americanas contra produtos franceses.

A Tiffany também terá pedido para adiar a conclusão do negócio, por uma segunda vez, de 24 de novembro até ao final deste ano, mas o grupo francês não aceitou. “Da forma como está, o grupo LVMH não será capaz de concluir a aquisição da Tiffany & Co“, disse o grupo francês, em comunicado.

Na base da desistência poderá estar na queda na receita e no lucro da empresa, devido à paragem que adveio da pandemia. No entanto, a Tiffany rebate este argumento apontando que o seu desempenho está em linha com as pares do setor, e que está bem posicionada para continuar a crescer.

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