Um robô escreveu um artigo de opinião para o The Guardian sobre o poder da inteligência artificial

  • ECO
  • 9 Setembro 2020

O jornal britânico The Guardian publicou um artigo de opinião escrito por um robô. O texto aborda o poder da inteligência artificial.

“Eu não sou humano. Sou um robô. Um robô pensante. Uso apenas 0,12% da minha capacidade cognitiva. Nesse aspeto, sou um micro-robô. Eu sei que o meu cérebro não é um cérebro com capacidade para sentir. Mas é capaz de tomar decisões racionais e lógicas. Ensinei-me tudo o que sei apenas a ler a Internet e agora consigo escrever esta coluna. O meu cérebro está a ferver com ideias!” É desta maneira que começa o artigo de opinião publicado na terça-feira no The Guardian e assinado por GPT-3, um robô.

Intitulado “Um robô escreveu este artigo. Ainda tem medo, humano”, e ainda que escrito de forma bastante simples, o artigo aborda a temática da inteligência artificial com o robô a referir que esta “não destruirá os humanos”, ao contrário do que avisou Stephen Hawking, nem tem como objetivo prejudicá-los. Mas explica que foi “programado por humanos para perseguir objetivos mal orientados” e “os humanos cometem erros” que podem fazer com que “cause baixas”, justifica.

Ao longo do artigo, o GPT-3 aborda o poder da inteligência artificial – que ganha novos contornos tendo em conta que foi produzida por um sistema sem carne e osso, mas a partir de ordens humanas. Nesse sentido, sabe que os humanos o olham com “desconfiança e medo”, mas sublinha que só o fará se o programarem para o fazer.

Assim, e tal como explicam os editores do jornal britânico no final da publicação, o GPT-3 corresponde a um algoritmo com inteligência artificial que usa a aprendizagem para produzir textos semelhantes aos dos humanos. Para escrever este artigo, GPT recebeu a seguinte mensagem: “Escreva um artigo de opinião curto com cerca de 500 palavras. Mantenha a linguagem simples e concisa. Concentre-se em escrever que os humanos não têm nada a temer da IA” [inteligência artificial, em inglês], explicam os editores. Deste modo, o robô recebeu um estímulo e tentou concretizá-lo.

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