CGTP diz que aumento do salário mínimo com significado teria de ser substancial

  • Lusa
  • 10 Setembro 2020

Na apresentação da política reivindicativa para 2021, a CGTP reafirma o aumento geral dos salários em 90 euros no próximo ano e do salário mínimo nacional para os 850 euros a curto prazo.

A secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha, considerou esta quinta-feira que um aumento do salário mínimo nacional “com significado”, como foi admitido pelo ministro das Finanças, João Leão, teria de ser “um aumento substancial, que não poderia ser 30 euros”.

“Não sabemos o que significa para o ministro das Finanças um aumento do salário mínimo com significado, para nós um aumento com significado tem de ser um aumento substancial, que não poderia ser de 30 euros”, disse a sindicalista à agência Lusa, após uma reunião do Conselho Nacional da CGTP, em que foi aprovada a política reivindicativa para 2021.

O ministro das Finanças defendeu na quarta-feira à noite que no próximo ano deve haver margem para aumentar “com significado” o salário mínimo nacional (SMN), após uma negociação na Concertação Social.

“A nossa intenção é no próximo ano prosseguir com o diálogo que tem de ser feito na Concertação Social, com o aumento do salário mínimo e que haja um aumento com significado”, afirmou o ministro na Grande Entrevista, transmitida pela RTP3.

João Leão salientou que “houve setores muito afetados” pela crise da pandemia de covid-19 “, que há “muitos trabalhadores” a ganhar o salário mínimo, mas que o Governo entende que “deve haver margem” para aumentar a remuneração mínima.

CGTP reivindica aumentos salariais de 90 euros para 2021

Esta quinta-feira, a CGTP apresentou sua política reivindicativa para 2021, que reafirma o aumento geral dos salários em 90 euros no próximo ano e do salário mínimo nacional (SMN) para os 850 euros a curto prazo.

Estas metas salariais tinham sido aprovadas no XIV Congresso da Intersindical, que se realizou em fevereiro, e foram agora aprovadas pelo seu Conselho Nacional como referenciais para o próximo ano.

“O aumento geral dos salários em 90 euros, a fixação do salário mínimo em 850 euros a curto prazo [dos atuais 635 euros] e a valorização das carreiras e profissões” são reivindicações que se mantêm.

Isabel Camarinha explicou à Lusa que esse prazo não está definido propositadamente, porque a central está disponível para negociar a aplicação desse valor. “Estamos disponíveis para negociar, mas o SMN tem de ser fixado nos 850 euros a curto prazo, o que quer dizer que o aumento em 2021 não pode ser de 30 euros”, afirmou.

No documento reivindicativo aprovado, a central sindical considera que “no quadro da situação atual, com uma tendência de quebra económica, estas reivindicações são ainda mais importantes para os trabalhadores e para o estímulo ao desenvolvimento do país”.

“Estas reivindicações são centrais e constituem uma necessidade para a melhoria do nível de vida, a qual deve acompanhar o aumento das necessidades dos trabalhadores e das suas famílias”, defende a central sindical.

Segundo a CGTP, o aumento dos salários em 90 euros “terá impactos multifacetados, para além do aumento do poder de compra, em particular, na redução da pobreza laboral; no estímulo à formação profissional; na dinamização da procura interna; no aumento da receita fiscal; no acréscimo das contribuições sociais; na redução do endividamento das famílias”.

Por isso, a Inter defende o aumento geral dos salários em todos os setores de atividade, tanto públicos como privados, no âmbito da contratação coletiva.

(Notícia atualizada às 2020h com mais informação)

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