Bolsa de Lisboa no vermelho pelo quarto dia com pressão do BCP e das retalhistas

A praça bolsista nacional segue em contraciclo com as pares europeias. Perdas em torno de 1% do BCP e dos títulos da retalhista colocam o PSI-20 sobre pressão.

A bolsa nacional segue no vermelho pela quarta sessão consecutiva, em contraciclo com as pares europeias que seguem apoiadas por dados chineses e pelo otimismo relativamente às vacinas Covid-19, enquanto os investidores aguardam com expectativa o arranque da reunião da Reserva Federal dos EUA.

Por Lisboa, o PSI-20 recua 0,31%, para os 4.272,69 pontos, com a maioria dos 18 títulos que o compõem em terreno negativo. Já o Stoxx 600, índice que agrega as 600 principais capitalizações bolsistas do Velho Continente, soma 0,2%.

O BCP é o título que mais condiciona o rumo do índice bolsista lisboeta. As ações do bano liderado por Miguel Maya recuam 0,98%, para os 9,13 cêntimos.

O setor das retalhistas também segue no mesmo sentido, destacando-se entre as maiores perdas. No caso da Jerónimo Martins, as ações registam uma queda de 1%, para os 13,795 euros, enquanto na Sonae, o recua é de 0,81%, para os 61 cêntimos.

No setor da energia, a Galp também sobressai pela negativa, com as suas ações a perderem 0,47%, para os 8,802 euros, alinhadas com o rumo das cotações do “outo negro” nos mercados internacionais. O preço do barril de brent — referência para as importações nacionais — desce 0,2%, para os 39,54 dólares.

A travar um pouco as perdas na praça nacional está outro título do setor da energia, as ações da EDP Renováveis valorizam 0,14%, para os 14,08 euros, enquanto as da casa-mãe EDP apresentam um avanço mais modesto: 0,09%, para os 4,228 euros.

(Notícia atualizada às 08h23)

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