BRANDS' PESSOAS RH – os parceiros do negócio

  • BRANDS' PESSOAS
  • 21 Setembro 2020

Joana Gonçalves Rebelo, Manager EY, People Advisory Services, explica como é que a gestão de Pessoas pode cada vez mais ser uma aliada dos negócios.

As equipas de recursos humanos, da sua génese até aos dias de hoje, muito mudaram. Até bem recentemente eram as equipas responsáveis por realizar os procedimentos administrativos, como sendo controlar as férias, faltas e licenças dos colaboradores, pagar salários e realizar os procedimentos legais e fiscais obrigatórios.

Atualmente muito mudou. As equipas de recursos humanos cada vez mais se afirmam como entidades colaborantes e de suporte do negócio. O caminho é sinuoso e com desafios, mas cada vez mais valorizado, tanto pelo próprio negócio, que se sente aconselhado e suportado por equipas especializadas, como também pelos colaboradores, que sentem ter alguém que os conhece, acompanha e apoia quando necessário.

Os recursos humanos – ou a gestão de Pessoas – enquanto parceiros de negócio aportam especial valor quando têm na sua agenda:

  • Conhecem o negócio – conhecer o mercado em que a empresa se insere, os seus ciclos, os mercados mais importantes e têm conhecimento profundo do setor e suas tendências. Só assim se conseguem aliar verdadeiramente ao negócio, pois conhecem os desafios existentes, as soluções mais comuns e o benchmarks de referência.
  • Conhecem as pessoas – conhecer os profissionais e colegas da empresa. Conhecem o seu potencial profissional, os seus objetivos e planos de desenvolvimento profissional. Além de conhecerem os percursos profissionais conhecem também a pessoa, as suas dificuldades, o seu histórico pessoal e procuram, dentro das políticas organizacionais, encontrar soluções e formas de apoio aos colaboradores.
  • Dinamizam a cultura – dinamizar e disseminar a cultura organizacional. Alinham as equipas em torno da cultura – do ADN da empresa, fomentando formas de trabalhar e de estar. A cultura tem um papel moderador na gestão de expectativas relativamente a comportamentos desejáveis e adequados a ter na organização. Representando também um veio condutor nas formas de operar e trabalhar.
  • Suportam o negócio em profundidade – criar estratégias de crescimento organizacional alicerçadas nas pessoas. O profundo conhecimento do negócio e setor vai permitir que as equipas de recursos humanos, em colaboração com as áreas de negócio, criem estratégias de crescimento alavancadas no talento. Estas estratégias de crescimento devem visar ter uma ação preditiva das necessidades do negócio e, de forma estratégica, começar a colmatar as necessidades do amanhã hoje.

Para que então as equipas de recursos humanos consigam ser este parceiro de negócio, necessitam de ter ferramentas adequadas que libertem as equipas do trabalho administrativo, repetitivo, de pouco valor acrescentado e lhes permitam centrar no que é importante e estratégico. Para isso, é fundamental promover a transformação digital dos recursos humanos. Cada vez mais surgem:

  • Ferramentas de automação de processos que permitem, de forma fiável, rápida e com baixo custo, cumprir procedimentos rotineiros e de baixo valor acrescentado (ex. envios de emails, compilação de bases de dados, preenchimento de formulários, triagem de CV’s etc), libertando as equipas para trabalho mais significativo.
  • Ferramentas de analytics que permitem a visualização de dados de key performance indicators – KPI – pré-selecionados em dashboards e são elementos essenciais para a análise de tendências, métricas e tomada de decisões sobre dados quantitativos (ex. números de horas de formação, horas médias de falta, headcount atualizado etc.).
  • Ferramentas de robotização – Chatbots – que de forma quase instantânea conseguem dar respostas aos colaboradores sobre questões práticas do dia-a-dia (ex. número de dias de férias disponíveis, pedidos de declarações etc.).

O posicionamento cada vez mais próximo do negócio é fundamental para o sucesso do mesmo, sendo que, para que tal seja possível, é fundamental que as equipas de recursos humanos se munam de ferramentas adequadas não só para si, enquanto área de trabalho, mas também para o negócio. E os seus recursos humanos, que tipo de aliados são do seu negócio?

Se tem interesse em receber comunicação da EY Portugal (convites, newsletters, estudos, etc), por favor clique aqui.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

RH – os parceiros do negócio

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião