Guerra pelo crédito da casa aperta. Agora já há um simulador para as transferências

Nova ferramenta da Deco Proteste permite comparar as condições oferecidas pelos bancos no crédito à habitação e avaliar se compensa ou não transferir o empréstimo.

Na guerra pelo crédito à habitação, os bancos estão a baixar spreads e a reforçar a aposta em campanhas com vista a conquistar clientes à concorrência. Enquanto isso acontece, surge agora um simulador (www.poupenocredito.pt) que poderá auxiliar os clientes a avaliar se compensa ou não transferir o crédito de banco.

A ferramenta foi lançada esta quinta-feira pela Deco Proteste que promete dar uma resposta em poucos minutos a quem pretenda avaliar se encontra noutro banco uma solução mais em conta para ter o empréstimo da casa.

“Depois de vários anos de spreads altos, que chegaram aos 6%, os bancos estão já a oferecer condições mais competitivas a quem contrata um crédito à habitação, pelo que pode valer a pena transferir o empréstimo atual para um banco diferente”, começa por dizer a associação de consumidores, lembrando que esta troca “dá trabalho e tem custos”, e que a ferramenta que agora disponibiliza visa precisamente ajudar a fazer esses cálculos.

Este novo simulador de transferência do crédito à habitação foi desenhado de modo a comparar as condições atuais do empréstimo com as melhores ofertas do mercado e revelar quanto é possível poupar até ao fim do contrato. “Basta inserir o valor da prestação atual, o capital em dívida e o prazo remanescente do contrato para que o simulador apure, entre todos os bancos, qual é a Escolha Acertada para si e quanto pode poupar se transferir o crédito à habitação”, contextualiza a Deco Proteste.

O simulador permite escolher opções com e sem produtos associados ao crédito (vendas associadas facultativas, vulgarmente conhecidas por cross selling), apresentando todos os detalhes de cada proposta, como a TAN, TAEG, juros, comissões e o custo total do empréstimo.

A associação de consumidores explica ainda que a transferência de crédito à habitação pode ser particularmente vantajosa para quem contratou um empréstimo entre os anos 2010 e 2016, esclarecendo que desde essa altura se tem verificado uma redução generalizada das margens de lucro praticadas pelos bancos neste tipo de contratos.

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