Portugal não vai utilizar empréstimos da UE “enquanto situação financeira do país não o permitir”

O primeiro-ministro adiantou que Portugal utilizará integralmente as subvenções da União Europeia. Já os empréstimos só serão usados se a situação financeira do país o permitir.

Portugal não vai utilizar os empréstimos disponíveis do plano de resposta à pandemia da União Europeia, “enquanto a situação financeira do país não o permitir”, garantiu o primeiro-ministro. Por outro lado, a parte que diz respeito às subvenções, da qual cabe ao país 15,3 mil milhões de euros, será usada “integralmente”.

“Este plano mobiliza subvenções e empréstimos. Temos uma dívida pública muito elevada e temos de sair desta crise mais modernos e mais verdes, mas também mais sólidos do ponto de vista financeiro”, apontou António Costa, na apresentação das linhas gerais do Plano de Recuperação, na Fundação Champalimaud.

A parte dos empréstimos que poderia ser atribuída a Portugal tem o valor máximo de 15,7 mil milhões de euros. No entanto, por agora, o Governo não irá recorrer a este montante, segundo adiantou o primeiro-ministro. O Plano apresentado esta terça-feira diz, sim, respeito à utilização das subvenções (a fundo perdido).

A estrutura do Plano de Recuperação e Resiliência é baseada em quatro pilares, sendo eles a resiliência, que recebe a maior fatia do dinheiro, a transição climática e a transição digital, áreas que fazem parte das exigências de Bruxelas, bem como as recomendações específicas por país ao abrigo do semestre europeu.

Quanto à escolha dos projetos que estarão incluídos neste plano, foram estabelecidos alguns critérios. São eles serem elegíveis, que sejam exequíveis até 2026, que não impliquem dívida, que tenham um duplo efeito conjuntural e estrutural, explicou Costa.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Portugal não vai utilizar empréstimos da UE “enquanto situação financeira do país não o permitir”

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião