Bolsas caem após infeção de Trump com Covid-19. Investidores refugiam-se

O Presidente norte-americano anunciou que estava infetado com Covid-19, o que afetou os mercados. Os investidores estão mais aversos ao risco, refugiando-se noutros ativos como o ouro.

Os investidores ganharam aversão ao risco no início da sessão desta sexta-feira após terem tido conhecimento de que Donald Trump e Melania Trump estão infetados com Covid-19 e irão isolar-se a poucas semanas das eleições norte-americanas a 3 de novembro. As bolsas estão a cair na Europa e os futuros norte-americanos apontam para o mesmo caminho, assim como o petróleo. Porém, os ativos de refúgio beneficiam desta turbulência.

Na Europa, as bolsas arrancaram em terreno negativo, com quedas superiores a 1%, mas já recuperaram parcialmente. Os futuros do S&P 500 e do Nasdaq estão a cair mais de 1%, de acordo com os dados da Reuters. O índice mundial MSCI, que reflete ações de 49 países, está a cair 0,2%.

Os analistas consideram que a infeção de Trump pode causar uma nova onda de volatilidade no mercado com os investidores já nervosos por causa das eleições presidenciais nos EUA. À Reuters, François Savary, analista da Prime Partners, considera que a duração da aversão ao risco dependerá do nível de infeção na equipa da Casa Branca.

“Podemos ter de esperar até ao final do fim de semana para ter mais clareza sobre a situação”, diz o analista, assinalando que a reação pode ter sido um “pouco excessiva” no caso dos futuros da bolsa norte-americana uma vez que a infeção não significa que o Governo “não esteja apto para funcionar”.

Em termos políticos, a infeção poderá condicionar a campanha de Trump, acredita o estratega Sean Callow, em declarações à Reuters, o qual considera que este tema poderá tornar-se central na campanha após o candidato ter desvalorizado o perigo da pandemia.

Além das bolsas, também o petróleo está em queda, chegando a cair mais de 2%. Ontem o petróleo já tinha sido afetado pelos relatos de maior produção e oferta por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

Face à perda dos ativos de maior risco, os ativos de refúgio beneficiaram, como é o caso do dólar e do iene. Este último registou a maior subida em mais de um mês logo após a notícia de que Trump estava infetado. A subida chegou também ao ouro e às obrigações soberanas, tendo os juros da dívida italiana atingido um novo mínimo histórico.

A influenciar os mercados está também a falta de acordo entre os democratas e os republicanos sobre um novo pacote de estímulos para animar a economia. Os congressistas democratas aprovaram um pacote de 2,2 biliões de dólares, mas esta proposta deverá esbarrar no senado, o qual é controlado pelos republicanos.

(Notícia atualizada às 11h09 com mais informação)

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