Programa Revive Faróis será lançado “muito em breve”, diz secretária de Estado do Turismo

  • Lusa
  • 2 Outubro 2020

O Revive Faróis vai juntar-se aos programas recentemente anunciados Revive Natureza e Revive Ferrovia, para recuperação de estações ferroviárias desativadas..

O Governo vai lançar “muito em breve” o programa de incentivo ao investimento turístico Revive Faróis, numa parceria com o Ministério da Defesa, disse a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, em entrevista à Lusa.

“Anunciámos agora a ferrovia [Revive Ferrovia] e, muito em breve, vamos anunciar outros programas idênticos, em particular em parceria com o Ministério da Defesa, nos faróis, o Revive Faróis, que é, de facto, também um ativo junto ao mar”, avançou Rita Marques, em entrevista à agência Lusa.

Segundo a governante, este programa tem como objetivo criar condições ao investimento privado no setor do turismo.

“Nós somos um país de navegadores e, portanto, nestes mares conturbados e agitados que vivemos atualmente, faz sentido, também, continuar a trabalhar, criar investimento, criando condições para que os nossos investidores e os nossos operadores económicos possam investir no setor e, portanto, muito em breve vamos continuar a trabalhar a marca Revive, em particular com os faróis”, acrescentou a secretária de Estado.

O Revive Faróis vai juntar-se aos programas recentemente anunciados Revive Natureza, em que foram lançados concursos de 17 imóveis de antigas casas florestais que serão reconvertidos para animação turística, e Revive Ferrovia, para recuperação de estações ferroviárias desativadas.

“Os empresários têm respondido de uma forma muito, muito enérgica e no caso, por exemplo, do Revive Natureza, em que nós lançámos no primeiro lote 17 imóveis, antigas casas de guardas florestais, já tivemos mais de 100 manifestações de interesse”.

Já o Revive Ferrovia, “é um programa que segue o modelo dos Revive anteriores. Ou seja, vai facilitar a reabilitação e animação turística de imóveis que se encontram num estado devoluto”, afirmou, em 29 de setembro, a governante, aquando da assinatura de contratos de financiamento com autarquias e agentes económicos, no âmbito do Programa Valorizar, que decorreu na Universidade de Évora.

Trinta estações ferroviárias desativadas e devolutas, situadas no Alentejo e no Norte, integram o novo programa do Governo Revive Ferrovia para serem, em 2021, concessionadas a privados, reabilitadas e reconvertidas para fins turísticos.

Antes, em Sousel, no distrito de Portalegre, junto à estação ferroviária, a governante participou na cerimónia de assinatura de um protocolo entre as sociedades IP Património e Turismo Fundos, que formalizou a criação do programa Revive Ferrovia.

Os concursos, adiantou Rita Marques, “em princípio serão lançados em lote”, tendo em conta a experiência adquirida com os outros dois programas Revive – Património e Natureza.

As 30 estações que integram o programa Revive Ferrovia situam-se nas linhas do Moura, Évora/Estremoz, Évora/Estremoz/Portalegre, Alentejo, Alentejo – traçado primitivo e do Sabor, e nos ramais de Reguengos, Mora, Cáceres e de Monção, nos distritos de Évora, Beja, Portalegre, Bragança e Viana do Castelo.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Programa Revive Faróis será lançado “muito em breve”, diz secretária de Estado do Turismo

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião