Marcelo “convicto” de que será possível aprovar o Orçamento do Estado

O Presidente da República assumiu que já esteve "muito preocupado" com a possibilidade de uma crise política. Mas mostrou-se já "convicto" de que o Parlamento aprove o Orçamento do Estado para 2021.

O Presidente da República espera “que estejam reunidas condições” para a aprovação do Orçamento do Estado (OE) para 2021, negociado pelo Governo à esquerda e que será entregue à Assembleia da República na segunda-feira. Marcelo Rebelo de Sousa mostrou-se também “convicto” de que será possível aprovar um OE “no final de novembro”.

“Vai ser um longo processo com três votações: na generalidade, antes do fim do mês; na especialidade durante quase um mês; e no fim do mês de novembro, a votação final global. Aquilo que eu espero, e estou convicto disso, é que, no final de novembro, talvez 28 de novembro, nós tenhamos um Orçamento aprovado para poder ser aplicado a partir do dia 1 de janeiro de 2021″, disse o chefe de Estado, em declarações transmitidas pela RTP 3.

Na mesma ocasião, porém, Marcelo Rebelo de Sousa reconheceu que nem sempre teve essa convicção. “Ao longo do período anterior, houve momentos em que estive preocupado, ou até muito preocupado, quanto à aprovação do Orçamento do Estado”, apontou.

Portugal vive “período muito grave” da pandemia

O chefe de Estado falou ainda da pandemia da Covid-19, depois de Portugal ter registado mais de 1.000 casos de infeção na quinta-feira, o segundo pior dia desde o início da crise sanitária. O país enfrenta um “período muito grave”, que só é comparável com o que foi vivido na primavera, salientou.

“Já se sabia que número de casos iria subir para valores superiores a 1.000. Já se sabia que ia acontecer pela abertura da vida económica e social e abertura das escolas, agora universidades e politécnicos, e temos de ter todos a consciência de que e uma situação muito grave”, reforçou Marcelo Rebelo de Sousa.

“Desejamos que não dure muito tempo e que não suba muito o número de casos, desejamos que a pressão sobre internados e cuidados intensivos não seja muito elevada”, continuou. Porém, alertou que o país ainda não está livre de efeitos ainda mais nefastos. “Olhando para outros países”, é preciso ter “a noção” de que “isto pode não ser um dia, uma semana, meses”, disse. “Teremos de conviver com isso”, acrescentou.

(Notícia atualizada pela última vez às 13h08)

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