Seguradores querem “cartas verdes” digitais. Imprimem 11,4 milhões por ano

  • ECO Seguros
  • 9 Outubro 2020

As companhias de seguros aplaudem o fim do dístico verde obrigatório na carta verde automóvel. Poupam impressão e envio anual deste documento para 8 milhões de veículos.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) “congratula a decisão do Governo de eliminar o requisito da cor na qual deve ser emitido o dístico da inspeção do seguro automóvel”, uma medida que entra hoje em vigor, e foi publicada ontem em Diário da República. Desde julho deste ano que as empresas de seguros já estavam autorizadas a emitir as cartas verdes em papel branco, mas subsistia a obrigação de emissão do dístico a verde.

Através desta nova portaria, a eliminação da cor verde é estendida ao dístico e constitui uma das recomendações apresentadas pela APS junto do Governo e do regulador, no âmbito de um conjunto de medidas legislativas e regulatórias com vista a assegurar a simplificação e flexibilidade de determinados procedimentos, em benefício dos clientes e beneficiários dos seguros, diz em comunicado a associação que representa as seguradoras por mais de 99% do volume de prémios emitidos em Portugal.

A medida facilita o envio das cartas verdes por meio eletrónico “evitando os inconvenientes causados pelo extravio ou atrasos na entrega”, refere o comunicado da APS que “espera que este seja um primeiro passo no sentido da desmaterialização total da carta verde, de forma a que esta se torne de facto mais verde, no sentido de mais amiga do ambiente”.

Para José Galamba de Oliveira, Presidente da APS “esta medida, terá um conjunto de impactos positivos tanto ao nível da atividade das empresas do setor, como para o tomador do seguro, pois resultará numa maior celeridade dos processos, tornando-os mais dinâmicos, fáceis e acessíveis e mais amigos do ambiente”.

Ainda de acordo com presidente da APS, “o setor segurador tem 8 milhões de veículos atualmente seguros, e emite cerca de 11,4 milhões de Cartas Verdes todos os anos e por isso é fundamental avançar para a desmaterialização”, conclui.

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