Rotas criadas no Porto “são neste momento um prejuízo” para a TAP, diz Pedro Nuno Santos

  • Lusa
  • 15 Outubro 2020

As quatro rotas criadas no aeroporto do Porto recentemente, para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada estão com “46% da lotação em média”, de acordo com o ministro.

As quatro rotas criadas no aeroporto do Porto, depois de o Estado “tomar uma posição mais assertiva” na TAP, “são neste momento um prejuízo” para a companhia aérea, garantiu esta quinta-feira o ministro das Infraestruturas e da Habitação.

Numa audição na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, no parlamento, Pedro Nuno Santos disse que as quatro rotas criadas no aeroporto do Porto recentemente, para Amesterdão, Milão, Zurique e Ponta Delgada estão com “46% da lotação em média” e são “neste momento um prejuízo para a TAP”.

O ministro revelou ainda que está a ser estudado o reforço da frota da TAP Express/Portugalia, para operar, a partir de Porto e Faro, para outros aeroportos da Europa, em “ligações ponto a ponto”, para tentar que a TAP seja “mais competitiva”, nomeadamente face às companhias aéreas ‘low-cost’.

No futuro, “queremos uma TAP sustentável que possa manter a sua estratégia como ‘hub’ e reforçar no ponto a ponto”, adiantou o governante, salientando que está a ser avaliado se é possível combinar as duas estratégias.

Pedro Nuno Santos garantiu ainda que tinha “uma boa relação com o governo regional da Madeira” e destacou o papel da TAP nos voos para as ilhas, realçando que “se fosse fácil fazer se preços mais baixos na ligação às regiões autónomas, havia mais companhias a fazer”.

O ministro rejeitou ainda que fosse possível apoiar todo o setor da aviação, tendo em conta os valores elevados envolvidos.

Quanto ao plano de reestruturação para a empresa, que está a ser elaborado pela Boston Consulting Group (BCG), o governante realçou que a decisão final cabe aos acionistas e que este trabalho é de assessoria.

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