Défice dos EUA triplica para os 3,1 biliões de dólares. É o maior desde a Segunda Guerra Mundial

Em 2020, por causa da pandemia, os Estados Unidos registaram o maior défice orçamental desde a Segunda Guerra Mundial, o equivalente a 16% do PIB.

O departamento do Tesouro dos Estados Unidos divulgou esta sexta-feira os números do saldo orçamental no ano terminado em setembro de 2020 e os números não têm precedentes nas últimas décadas: o défice orçamental triplicou face a 2019 (984 mil milhões de dólares), atingindo os 3,1 biliões de dólares, principalmente por causa das medidas para contrariar os impactos da pandemia.

Este é o valor mais elevado desde a Segunda Guerra Mundial (1945) em percentagem do PIB: um défice de 16% do PIB, abaixo dos 30% do PIB alcançados nos anos de guerra. Por comparação, na anterior crise financeira de 2008 e 2009, com origem nos próprios Estados Unidos, o défice orçamental atingiu, no máximo, valores perto de 10% do PIB, reduzindo-se nos anos seguintes.

No ano terminado em setembro de 2020, a despesa pública aumentou 47,3% para os 6,55 biliões de dólares, principalmente devido aos gastos com os subsídios de desemprego e os apoios dados às pequenas empresas após o (quase) fecho da economia para tentar controlar o número de infetados em março e abril. Já a receita pública ficou pelos 3,42 biliões de dólares, tendo sido penalizada pela redução da atividade económica.

Este défice orçamental de 2020 junta-se à dívida pública de 21 biliões de dólares da maior economia do mundo que já supera os 100% do PIB, tendo ficado nos 102% do PIB no terceiro trimestre deste ano. Antes desta subida por causa da pandemia, o défice já tinha aumentado por causa da reforma fiscal levada a cabo pelo presidente Donald Trump em 2017, segundo as contas do Committee for a Responsible Federal Budget.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Défice dos EUA triplica para os 3,1 biliões de dólares. É o maior desde a Segunda Guerra Mundial

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião