PS vê com “estranheza” que Bloco de Esquerda queira “inventar” novo OE à última hora

Ana Catarina Mendes apontou que as principais reivindicações do Bloco de Esquerda foram integradas no Orçamento do Estado, estranhando assim a resistência do partido.

A momentos de retomar as negociações com os partidos à esquerda, a líder parlamentar do PS vem expressar “estranheza” pela posição demonstrada pelo Bloco de Esquerda, que diz que, como está, o documento “não tem condições para ser viabilizado” pelo partido. Ana Catarina Mendes aponta o dedo ao Bloco por querer “inventar a necessidade de encontrar novo OE” a horas das conversas.

A líder parlamentar sublinha, depois de meses em que “houve negociações com o Governo e os parceiros à esquerda”, “causa estranheza que a poucas horas de retomar processo negocial, o BE consiga inventar a necessidade de encontrar um novo OE”, em declarações aos jornalistas transmitidas pela RTP 3.

Ana Catarina Mendes reiterou que as reivindicações que o Bloco fez ao longo destes meses “estão consagradas no OE”, nomeadamente o reforço no Serviço Nacional de Saúde, a resposta àqueles que ficaram sem proteção social, bem como garantias de que o Fundo de Resolução “não tem dinheiro público”.

Reitera assim que parece “irrealista, impossível e causa tremenda estranheza a posição da coordenadora do BE“. Esta manhã, Catarina Martins disse esperar “que o primeiro-ministro não queira um país em duodécimos”, numa entrevista à Rádio Observador. “O BE tem estado a defender soluções para o país. Mesmo quando o Governo recusa as propostas apresentadas, o BE tem apresentado contrapropostas”, notou a líder bloquista, criticando que “em vez de se enfrentar os problemas, há a chantagem da crise politica”.

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