BRANDS' ECO Já começou a poupar para a reforma?

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  • 22 Outubro 2020

Seja qual for a idade, se a resposta é negativa, pode ser mau sinal. Poupar a longo prazo deverá ser uma das prioridades de todos os portugueses, dizem os especialistas.

Com a esperança média de vida a aumentar e o envelhecimento da população, torna-se essencial planear a reforma que iremos receber no futuro o mais cedo possível. A ideia pode parecer alarmista, mas se contarmos apenas com as contribuições feitas para a Segurança Social, poderemos ter uma desagradável surpresa ao chegar à idade da reforma.

O nosso sistema de pensões baseia-se no princípio da solidariedade intergeracional. Ou seja, as pessoas em idade ativa pagam as pensões dos reformados. Mas há vários fatores que estão a colocar em risco a sustentabilidade deste modelo, como explica a DECO Proteste.

O crescente aumento de pensionistas, a queda da natalidade, a diminuição da população ativa, condições salariais precárias, em conjunto com o já mencionado aumento da esperança média de vida, podem levar a cortes das pensões de reforma.

De acordo com João Sousa, analista financeiro da DECO Proteste, “constituir um capital para complementar a quebra de rendimentos durante a reforma é um objetivo que deve planear. E, quanto mais cedo começar, melhor.”

Feitas as contas, quando entramos na reforma, os rendimentos caem cerca de 35%, explica o analista. Portanto, quanto mais cedo começarmos a acautelar esta quebra, mais tempo teremos para fazer crescer o complemento à pensão de reforma.

As alternativas

Existem algumas alternativas ao atual modelo de contribuições que ajudariam a colmatar esta situação, nomeadamente um regime de pensões apoiado em três pilares.

Como explica a DECO Proteste, “este regime assentaria num primeiro pilar, público e obrigatório, financiado por contribuições ou impostos, e teria como objetivo assegurar pensões aos mais desfavorecidos. O segundo pilar seria privado, de base profissional ou individual, de caráter obrigatório, baseado na capitalização real das contribuições e sem efeitos redistributivos. Quanto ao terceiro pilar seria voluntário, privado (profissional ou individual), baseado em capitalização real e incentivado pelo Estado”.

Neste terceiro pilar, voluntário, encontramos um conjunto de produtos como os planos de poupança-reforma (PPR). Já tem o seu? A escolha do melhor PPR depende da fase da vida em que estamos. Em entrevista ao ECO em fevereiro último, António Ribeiro, economista e analista de mercados financeiros da DECO Proteste, especificou que para quem está na casa dos 30 anos, a recomendação recai num PPR sob a forma de fundo, sem capital garantido e com alguma exposição a ações. E para quem está a cerca de dez anos da reforma, o especialista propõe um PPR sob a forma de seguro com capital garantido.

A realidade portuguesa

Embora exista a necessidade de começar a poupar para a reforma cada vez mais cedo, mais de metade dos portugueses (53%) não tem capacidade financeira para o fazer. Este é o resultado do estudo europeu de pensões da Insurance Europe, publicado recentemente, e que dá ainda conta que nesta área Portugal se encontra acima da média europeia. “Com este percentual Portugal assume a liderança neste ranking, que conta com uma média europeia de 42%”, refere o estudo.

Dia Mundial da Poupança

A Proteste Investe, o serviço da DECO Proteste para investidores, organiza nos dias 28 e 29 de outubro duas conferências online focadas na “Evolução Demográfica Portuguesa e o Futuro das Pensões de Reforma”. O evento irá juntar académicos, gestores, opinion makers e decisores, contribuindo também para assinalar o Dia Mundial da Poupança, que se celebra a 31 de outubro.

Se tem interesse em saber mais sobre o futuro das pensões de reforma e quer ficar a conhecer as alternativas ao atual modelo e como pode acautelar o esgotamento da capacidade da segurança social, inscreva-se e junte-se ao debate.

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