Optar pelo pacote para poupar nas comissões. Estas são as ofertas mais baratas em cada banco

A opção pelas contas "pacote" em vez da contratação separada de produtos e serviços bancários permite poupanças em comissões que chegam a várias dezenas de euros por ano.

Sedentos por rentabilizar ao máximo a sua atividade, os bancos têm vindo a “carregar” nas comissões que cobram aos clientes. Esse agravamento de custos é transversal às diferentes categorias de serviços e produtos, e as operações do dia-a-dia não escapam. Enquanto isso, os bancos procuram encaminhar os clientes para as contas “pacote”. Face à contratação separada de produtos, a opção por estas contas permitem poupanças que podem chegar a várias dezenas de euros ao fim de um ano.

Basta fazer uma ronda nos sites dos bancos nacionais para constatar a respetiva aposta na disponibilização de soluções integradas, vulgarmente conhecidas como contas “pacote”. A partir da cobrança de uma comissão única estas permitem aos clientes ter acesso seja a um conjunto de serviços considerados básicos –como a manutenção de conta e o cartão de débito — até “pacotes” mais recheados de serviços que podem ser vantajosos para algumas pessoas, mas que para outras o valor cobrado pode não compensar.

O ECO foi em busca, dentro de um conjunto de dez instituições representativos na banca nacional, daquelas contas pacote mais económicas e que abranjam o pacote de serviços mais básicos: nomeadamente a manutenção de conta e o cartão de débito, e sempre que possível também transferências bancárias.

As contas “pacote” mais em conta em dez bancos

Notas: (1) Domiciliação de rendimento ou património financeiro (mais de 5 mil euros) e duas ou mais autorizações de débito, (2) domiciliação de ordenado ou pensão a partir de 500 euros e faturação mensal a partir de 150 euros com cartões de débito ou crédito em compras, ou média mensal de património financeiro superior a 7.500 euros, (3) Compras com cartão de débito ou crédito superior a 100 euros por mês e domiciliação de ordenado (superior a 580 euros) ou pensão (superior a 350 euros), ou Compras com cartão de débito ou crédito superior a 100 euros por mês e ter cumulativamente 2 ou mais autorizações de débito em conta de despesas mensais da casa, (4) Domiciliação do ordenado ou pensão, (5) Domiciliação do ordenado ou pensão, (6) Domiciliação de vencimento igual ou superior a 500 euros ou montante em recursos totais igual ou superior a 5 mil euros, (7) Clientes com ordenado ou remuneração mensal regular com montante mínimo de 685 euros, (8) Domiciliação de vencimento e adesão ao EuroBic Net e documentos digitais, (9) Domiciliação de salário ou pensão a partir de 800 euros.

O potencial de poupança possível de optar pelo “pacote” em vez da contratação separada destes serviços é possível de perceber olhando para o exemplo da Caixa Geral de Depósitos, o maior banco nacional. A manutenção de conta, o cartão de débito e a possibilidade de realizar quatro transferências mensais acarreta um custo anual de 120,43 euros se for contratada separadamente nesse banco. Ao escolher o “pacote” através da adesão à Conta Caixa S, o cliente vê esse custo baixar para 61,68 euros. Ou seja, quase para metade. E esse valor pode ser ainda mais baixo, bastando para tal a domiciliação do ordenado na instituição liderada por Paulo Macedo. Caso o cliente o faça, o custo anual da Conta Caixa S desce para 39,94 euros.

A domiciliação de ordenado é, aliás, vantajosa para o cliente no grosso das contas pacote disponibilizadas pelos bancos. Mas também o valor do património depositado ou a utilização do cartão de débito ou de crédito para pagamentos também tende em diversos casos a ajudar a baixar a “fatura” anual a pagar ao banco.

Nos 10 bancos analisados, essas bonificações levam a que o leque de encargos anuais das contas “pacote” vá desde a isenção, o que acontece na Conta Bankinter, até aos 68,64 euros anuais em vigor na Conta Mundo 123 do Santander.

Ao olhar para as diferentes soluções, verifica-se ainda que o custo das contas “pacote” mais básicas varia bastante consoante os bancos, sendo que uma das razões que o justifica prende-se muitas vezes com o conjunto de serviços que cada uma disponibiliza e que em alguns casos é mais “enriquecido”.

A Conta Cliente Frequente do BCP ou a Conta Valor do BPI são exemplos dessa realidade. Sem assumir bonificações, o custo base dessas contas “pacote” é de 99,84 e 93,6 euros, respetivamente, ou seja, os mais elevados da oferta analisada. Mas para além da manutenção da conta, em cada uma dessas contas são disponibilizados dois cartões de débito, dois cartões de crédito, transferências e cheques.

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