Morreu Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos

  • ECO
  • 29 Outubro 2020

O empresário e marido de Isabel dos Santos, Sindika Dokolo, morreu esta quinta-feira, aos 48 anos. Causas não são conhecidas oficialmente.

Sindika Dokolo, marido de Isabel dos Santos, morreu esta quinta-feira no Dubai. As causas da morte não são oficialmente conhecidas. Empresário e colecionador de arte, Sindika Dokolo nasceu no antigo Zaire, atual República Democrática do Congo, em 1972.

Nas redes sociais Twitter e Instagram, Isabel dos Santos publicou uma foto ao lado do marido e de um dos filhos e são já várias as reações de pesar. Já depois de conhecida a notícia da morte do empresário, a família Dokolo confirmou o falecimento do colecionador.

É com profundo pesar e consternação que a família Dokolo, esposa, filhos, mãe, irmão e irmãs, neste momento de enorme tristeza e dor, lamenta informar o falecimento de Sindika Dokolo, na quinta-feira, 29 de outubro 2020, no Dubai. A família agradece a todos os que expressaram sentimentos de pesar, solidariedade e bondade e que partilham a nossa dor”, anunciou a família.

De acordo com vários jornais congoleses, entre os quais o Politico.CD, a morte de Sindika Dokolo terá ocorrido após um mergulho subaquático no Dubai. Contudo, as circunstâncias exatas não são publicamente conhecidas.

O empresário congolês, também um ativista político no seu país de origem através da promoção de artistas africanos de arte contemporânea, tinha casado com Isabel dos Santos em 2002, em Luanda.

Sindika Dokolo era filho de um banqueiro multimilionário e proprietário de um das mais importantes coleções de arte contemporânea africana. Depois da morte do pai, Augustin Dokolo, em 2001, o Sindika Dokolo foi o responsável por gerir os negócios da família, entre as dezenas de empresas ligadas à banca, mobiliário, seguros, pecuária, entre muitas outras.

De acordo com um perfil publicado pela Sábado no início deste ano, Sindika “reuniu mais de três mil obras, entre pinturas, gravuras, fotografias, vídeos e instalações, numa coleção que vale perto de 50 milhões de euros”.

“Em 2016 viria a escolher a cidade do Porto para estabelecer a sede da sua fundação na Europa, escolhendo a Casa Manoel de Oliveira como morada”, acrescenta a revista. A decisão foi tomada um ano depois de ter sido distinguido pela Câmara Municipal do Porto com a Medalha de Mérito.

Tal como a filha do ex-presidente de Angola, Sindika Dokolo foi também alvo de investigações no âmbito do caso Luanda Leaks. Recentemente, um tribunal comercial arbitral holandês congelou a participação do empresário na Exem e a saída do conselho de administração da Esperaza, empresa acionista da Galp, do representante desta empresa.

Ana Gomes considera “muito estranho”, mas “lamenta a tragédia”

Já esta sexta-feira, Ana Gomes, candidata à Presidência da República de Portugal, reagiu com estranheza à notícia da morte do marido de Isabel dos Santos. Numa publicação no Twitter, referindo-se ao acidente que resultou no falecimento do empresário, a antiga eurodeputada escreveu: “Estranho. Muito estranho.”

Apesar deste comentário, a candidata a Belém, que tem sido posicionada em segundo lugar na corrida por algumas sondagens, não concretizou os motivos por detrás da reação. Numa segunda publicação, clarificou: “Vejo que este meu comentário, mal soube da notícia da morte de Sindika Dokolo, merece reprovação a muita gente. Devo explicitar que lamento a tragédia“.

O Presidente de Angola, João Lourenço, endereçou ao antecessor, José Eduardo dos Santos, sentimentos de pesar, pela morte do genro. “Manifesto os mais profundos sentimentos de pesar ao Presidente JES, pela morte trágica de seu genro Sindika Dokolo, cuja notícia surpreendeu a sociedade angolana”, escreveu também no Twitter.

Além de Angola, também na República Democrática do Congo houve já reações. Uma das principais reações foi do principal opositor ao Presidente nas eleições presidenciais de 2018, Martin Fayulu, que se manifestou “consternado” com a notícia da “morte súbita” do empresário.

“Esteve ao nosso lado no combate pela dignidade do povo congolês. Guardo dele a memória de um militante alerta, animado e pleno de esperança. As orações vão para a sua família e para os seus próximos”, escreveu na plataforma Twitter o líder do Partido do Compromisso com a Cidadania e Desenvolvimento.

(Notícia atualizada a 30 de outubro, às 15h48 com mais informação)

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